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Coronavírus fará economia global parar pela 1ª vez após 10 anos

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De acordo com a consultoria Capital Economics, primeiro trimestre da economia global não deve ter crescimento devido a um prejuízo de mais US$ 280 bilhões

China: baixa demanda chinesa deve impactar economia global (Billy H.C. Kwok/Bloomberg)

Londres — A propagação do coronavírus custará à economia mundial mais de US$ 280 bilhões nos primeiros três meses do ano, pondo fim a uma série de 43 trimestres de expansão global, de acordo com a Capital Economics. Ou seja, pela primeira após 10 anos de crescimento,  a economia global vai parar.

Com base nessas previsões, “o PIB global não crescerá em termos trimestrais pela primeira vez desde 2009”, segundo relatório de autoria de Simon Macadam, economista global da empresa com sede em Londres.

O economista espera que o vírus seja contido e que, durante o resto do ano, “a produção perdida seja compensada nos trimestres subsequentes para que o PIB mundial atinja o nível que teria alcançado em meados de 2021, caso não houvesse acontecido a epidemia”.

O número de mortes causadas pela doenças atingiu 910 nesta segunda-feira, quando o presidente da Organização Mundial da Saúde (OMS) manifestou preocupação com a propagação do vírus entre pessoas sem histórico de viagens para a China.

A Capital Economics espera que as consequências na Ásia sejam maiores do que as ocorridas durante a epidemia da SARS em 2003.

Uma grande queda do número de visitas de turistas chineses e interrupções nas cadeias de suprimentos globais de manufatura afetarão as economias asiáticas emergentes em particular. Na Índia, na Indonésia e nas Filipinas o impacto deve ser limitado, uma vez que esses países são menos integrados à China.

Já entre as nações ricas, uma das mais atingidas será a Austrália, devido à sua dependência de exportações para a China e dos gastos de turistas chineses no país.

 

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Economia

Dólar bate novo recorde e se encaminha 8ª alta consecutiva

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Preocupação com coronavírus continua ditando tom pessimista no mercado financeiro

Dólar: moeda americana sobe e se encaminha para oitavo pregão consecutivo de alta (Thomas Trutschel/Photothek/Getty Images)

São Paulo – Em mais um dia de forte tensão no mercado financeiro, o dólar voltou a subir pelo oitavo pregão consecutivo.  Com a preocupação sobre a evolução dos casos de coronavírus fora da China, muitos investidores têm adotado uma postura defensiva, o que tem provocado impactos diretos no câmbio de economias emergentes.

Às 15h10, o dólar avançava 0,172% e era negociado por 4,4828 na venda. Na máxima desta sexta, oa moeda americana bateu 4,5121 reis na venda, registrando novo recorde nominal intradiário. Mais cedo, a moeda americana chegou a ser negociada na casa dos 4,47 reais, após leilão do Banco Central. “Esses leilões não são para derrubar a moeda, mas para não ter especulação fora do comum. A moeda tem motivo para continuar subindo”, disse Jefferson Laatus, estrategista-chefe e fundador do Grupo Laatus.

Caso confirme a oitava sessão consecutiva de alta, o dólar registrará a mais longa sequência de ganhos desde os nove pregões de valorização entre 7 e 19 de dezembro de 2005. Ao fim daquela série, o dólar estava em 2,382 reais na venda.

Na quinta-feira, o dólar encerrou em novo recorde de fechamento, cotado em 4,4751 reais. No exterior, o dólar também se apreciava frente às divisas de países emergentes, mas recuava contra o franco suíço – considerada uma das moedas mais seguras do mundo.

Para Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora, a direção do dólar pode mudar com a aprovação das reformas econômicas propostas pelo governo brasileiro.”Aprovadas as reformas, o investidor pode se sentir confortável e voltar a investir aqui. Quando voltar a entrar dinheiro novo, aí que o dólar vai dar uma aliviada.”

O mercado acompanhava ainda nesta sessão a formação da Ptax de fim de mês –aquela que serve de referência para a liquidação de contratos futuros e outros derivativos. A “briga” entre comprados e vendidos em dólar por uma taxa mais conveniente a suas operações costuma adicionar volatilidade aos negócios.

 

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Economia

Petrobras reduz preço de gasolina e diesel nas refinarias

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Gasolina vai ficar 4% mais barata a partir do sábado, 29, e o diesel, 5%

Gasolina: petróleo baixo fez valores caíram (Jeff Pachoud/AFP)

São Paulo — A Petrobras anunciou nesta sexta-feira, 28, aos seus clientes que a gasolina vendida em suas refinarias vai ficar 4% mais barata a partir do sábado, 29, e o diesel, 5%. Já o litro do diesel S500 para térmicas e do diesel marítimo foi reduzido em 5,1% e o S10 para térmicas, 5,2%.

“O preço internacional do petróleo está desabando por causa do coronavírus. Os da gasolina e do diesel estão seguindo essa queda. O ajuste está em linha com a paridade internacional”, disse o consultor de Óleo e Gás da FCStone, Thadeu Silva.

Ele acrescenta que o setor de distribuição reclama das oscilações dos preços neste mês.

“Teve uma alta do produto ao longo de duas semanas, até a semana passada, e a Petrobras não mexeu no preço, estrangulou o mercado ao longo de duas a três semanas e agora que o preço começou a cair, deu dois dias, reajustou em cima. Então, segurou muito a alta e foi bem rápida no reajuste da queda. A margem de importação ficou bastante prejudicada em fevereiro”, afirmou Silva.

 

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Com superávit do governo, setor público tem saldo positivo de R$ 56,2 bi

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Resultado foi composto por um superávit de R$ 45,4 bilhões do governo, divulgado nesta quarta-feira

Brasil: setor público consolidado inclui Governo, estados, municípios e estatais, com exceção de Petrobras e Eletrobras (beyhanyazar/Getty Images)

São Paulo — O setor público consolidado (Governo Central, Estados, municípios e estatais, com exceção de Petrobras e Eletrobras) apresentou superávit primário de R$ 56,276 bilhões em janeiro, informou nesta sexta-feira, 28, o Banco Central. Em dezembro, havia sido registrado déficit de R$ 13,513 bilhões.

O resultado primário consolidado do mês passado ficou dentro do intervalo das estimativas de analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast, que iam de superávit de R$ 47,000 bilhões a superávit de R$ 59,700 bilhões. A mediana estava positiva em R$ 55,100 bilhões.

O valor de janeiro representa o maior superávit para o mês na série histórica do BC, iniciada em dezembro de 2001.

O resultado fiscal de janeiro foi composto por um superávit de R$ 45,469 bilhões do Governo Central (Tesouro, Banco Central e INSS), divulgado nesta quarta-feira

Já os governos regionais (Estados e municípios) influenciaram o resultado positivamente com R$ 10,143 bilhões no mês. Enquanto os Estados registraram superávit de R$ 8,883 bilhões, os municípios tiveram resultado positivo de R$ 1,260 bilhão. As empresas estatais registraram superávit primário de R$ 664 milhões.

A meta de déficit primário do setor público consolidado considerada pelo governo é de R$ 118,9 bilhões para 2020. No caso do Governo Central, a meta é um déficit de R$ 124,8 bilhões.

12 meses

As contas do setor público acumulam um déficit primário de R$ 52,493 bilhões em 12 meses até janeiro, o equivalente a 0,72% do Produto Interno Bruto (PIB), informou o Banco Central.

O déficit fiscal nos 12 meses encerrados em janeiro pode ser atribuído ao rombo de R$ 79,037 bilhões do Governo Central (1 08% do PIB). Os governos regionais (Estados e municípios) apresentaram um superávit de R$ 14,556 bilhões (0,20% do PIB) em 12 meses até janeiro.

Enquanto os Estados registraram um superávit de R$ 15,557 bilhões, os municípios tiveram um saldo negativo de R$ 1,002 bilhão. As empresas estatais registraram um resultado positivo de R$ 11,988 bilhões no período.

Superávit nominal

Segundo o BC, o setor público consolidado registrou superávit nominal de R$ 19,120 bilhões em janeiro. Em dezembro, o resultado nominal havia sido deficitário em R$ 38,433 bilhões e, em janeiro de 2019, superavitário em R$ 26,044 bilhões.

No mês passado, o Governo Central registrou superávit nominal de R$ 12,866 bilhões. Os governos regionais tiveram saldo positivo de R$ 6,120 bilhões, enquanto as empresas estatais registraram superávit nominal de R$ 134 milhões.

Em 12 meses até janeiro, há déficit nominal de R$ 436,077 bilhões, ou 5,98% do PIB.

Gasto com juros

O setor público consolidado teve gasto de R$ 37,155 bilhões com juros em janeiro, após esta despesa ter atingido R$ 24,920 bilhões em dezembro, informou o Banco Central.

O Governo Central teve no mês passado despesas na conta de juros de R$ 32,603 bilhões. Os governos regionais registraram gasto de R$ 4,022 bilhões e as empresas estatais, de R$ 530 milhões.

Em 12 meses até janeiro, as despesas com juros atingiram R$ 383 584 bilhões (5,26% do PIB).

Dívida bruta do governo geral

A Dívida Bruta do Governo Geral fechou janeiro aos R$ 5,550 trilhões, o que representa 76,1% do Produto Interno Bruto (PIB). O porcentual, divulgado nesta sexta-feira, 28, pelo Banco Central, é maior que os 75,9% de dezembro.

No melhor momento da série, em dezembro de 2013, a dívida bruta chegou a 51,5% do PIB.

A Dívida Bruta do Governo Geral – que abrange o governo federal, os governos estaduais e municipais, excluindo o Banco Central e as empresas estatais – é uma das principais referências para avaliação, por parte das agências globais de rating, da capacidade de solvência do País.

Na prática, quanto maior a dívida, maior o risco de calote por parte do Brasil.

O BC informou ainda que a Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) passou de 55,7% para 54,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em janeiro de 2020. A DLSP atingiu R$ 3,949 trilhões.

 

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