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Coronavírus: empresas de tecnologia criam adesivo que monitora temperatura

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O adesivo é equipado com um microchip deve ser conectado a um smartphone para monitorar a temperatura corporal de uma pessoa

Coronavírus: grupo tem o objetivo produzir um dispositivo que possa ser fabricado em larga escala (Remo Casilli/Reuters)

Um grupo de empresas de tecnologia está trabalhando em um pequeno adesivo que pode ser usado para monitorar temperaturas corporais elevadas que às vezes podem indicar os primeiros sintomas de covid-19.

O adesivo é equipado com um microchip especialmente desenvolvido que será produzido em uma fábrica operada pela SkyWater Technology, em colaboração com a projetista de chips Linear ASICs e a empresa de investimentos Asymmetric Return Capital. O adesivo deve conectar-se a um smartphone para monitorar a temperatura corporal de uma pessoa, disseram as empresas.

O grupo tem como objetivo produzir um dispositivo que pode ser fabricado em larga escala para monitorar remotamente as temperaturas.

“Isso será especialmente importante quando entrarmos na temporada de gripe ainda este ano”, afirmou Bryan Wisk, sócio fundador da Asymmetric Return Capital, em comunicado.

O projeto faz parte de uma parceria mais ampla com duas outras empresas: a desenvolvedora de software SensiML e a Upward Health, operadora de serviços de saúde em domicílios.

As empresas esperam usar inteligência artificial para analisar sinais como o som da tosse e identificar padrões únicos para os sintomas de Covid-19. Essas descobertas podem ser usadas para criar sistemas baseados em sensores que podem rastrear o vírus e retardar sua disseminação.

“Há uma enorme necessidade de melhores ferramentas de triagem pré-diagnóstico, conforme as medidas de reabertura são implementadas nos EUA e no mundo”, disse Chris Rogers, presidente-executivo da SensiML, em comunicado.

 

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TikTok com Oracle e Walmart: entenda o negócio bolado por Trump

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O acordo do aplicativo com a empresa de software e a varejista americana prevê a criação de uma nova companhia baseada nos EUA

TikTok (Hollie Adams/Bloomberg/Getty Images)

Criado em 2016 pela empresa de software chinesa ByteDance, aplicativo TikTok se viu no meio de uma disputa geopolítica entre os Estados Unidos e a China nos últimos meses. Em agosto, o presidente Donald Trump chegou a publicar um decreto que proibia o aplicativo nos Estados Unidos caso a ByteDance não se desfizesse da sua operação americana e vendesse o controle do aplicativo a uma empresa americana até o dia 20 de setembro.

Depois de uma negociação intensa, o aplicativo finalizou um acordo com a empresa de software Oracle e a varejista Walmart que agradou o presidente Donald Trump. Com isso, uma ordem que bania o TikTok das lojas de aplicativos a partir deste do domingo (20) foi adiada por uma semana, e a rede social criada pela ByteDance ganhou mais tempo para buscar uma solução para o embate.

O TikTok será vendido?

Os detalhes do acordo do TikTok com a Oracle e o Walmart não são públicos, mas o que se sabe até agora é que a Oracle concordou em uma parceria com o aplicativo para se tornar um “fornecedor tecnológico confiável”.

De acordo com o TikTok, os servidores da companhia serão usados para armazenar e gerenciar os dados dos usuários americanos do aplicativo, uma base de 100 milhões de pessoas.

A iniciativa pretende reduzir as preocupações do governo americano em relação à segurança nacional, para evitar que autoridades da China tenham acesso aos dados dos usuários americanos.

No caso do Walmart, ainda não está claro qual será o papel da varejista  americana na nova empresa.

O TikTok será controlado por americanos?

O acordo prevê a criação de uma nova empresa, a TikTok Global, que terá sede nos Estados Unidos e será responsável pelas operações do aplicativo no país.

De acordo com a imprensa americana, o acordo prevê que a Oracle terá uma participação de 12,5% na nova empresa, e o Walmart outros 7,5%, somando 20% ao todo.

O restante do capital da nova companhia (80%) continuará nas mãos da ByteDance, que tem entre os seus sócios fundos americanos e europeus, como as empresas de private equity General Atlantic, Sequoia Capital e Softbank.

Segundo a imprensa americana, no total, investidores e sócios americanos terão no final o controle de 53% da nova companhia dona do TikTok. No entanto, os fundadores chineses da ByteDance e os funcionários continuarão tendo participação no negócio.

É o fim das tensões?

Ainda não. O acordo com a Oracle e o Walmart ainda precisa ser avaliado e aprovado formalmente pelas autoridades americanas, apesar de o presidente Trump ter dito que estava satisfeito com o negócio “em teoria”.

A ordem que obrigava a retirada do TikTok das lojas de aplicativos nos Estados Unidos foi adiada em uma semana, para o próximo domingo, dia 27 de setembro, até que seja tomada uma decisão sobre o futuro do aplicativo.

Outra incerteza é a posição de Pequim no acordo do TikTok com a Oracle e o Walmart. Em agosto, o governo chinês fez uma mudança nas regras de exportação do país e incluiu uma nova regulamentação que proíbe a venda de tecnologias de inteligência artificial usadas para fazer a recomendação de conteúdo para empresas estrangeiras – uma medida que afeta diretamente o TikTok.

Embora a negociação com as empresas americanas não parece incluir uma venda da tecnologia original do TikTok para a nova companhia sediada nos Estados Unidos, ainda não se saber se as autoridades chinesas de fato vão estar de acordo com o negócio.

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12 mil contas brasileiras são clonadas por dia no WhatsApp

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O estado brasileiro mais atingido pelas clonagens foi São Paulo, com 68,5 mil afetados, segundo pesquisa da startup PSafe

WhatsApp: contas brasileiras são afetadas diariamente por invasores (Thomas Trutschel/Getty Images)

Mais de 12 mil contas de brasileiros no WhatsApp são clonadas por dia, segundo uma pesquisa do dfndr lab, laboratório de segurança da startup brasileira PSafe. Somente no mês de agosto, 377,3 mil contas foram atingidas — número 90% maior do que o registrado em janeiro deste ano.

O estado brasileiro mais atingido pelas clonagens foi São Paulo, com 68,5 mil afetados. Em segundo lugar vem o Rio de Janeiro, com 41,4 mil e, depois, Minas Gerais, com 28,2 mil.

Na publicação do blog do laboratório de segurança, a PSafe afirma que “os golpistas sempre se aproveitam de temas em alta na mídia, como o próprio coronavírus, para criar estratégias e enganar as vítimas. Já identificamos golpes em que pessoas mal-intencionadas tentam se passar por pesquisadores do TeleSUS e até do Instituto DataFolha, alegando que estão fazendo pesquisas sobre a covid-19, e solicitando um suposto código de confirmação enviado para o celular do respondente para validar a pesquisa. O código, na verdade, trata-se do PIN do WhatsApp, um código de segurança único que não deveria ser informado a terceiros, e é de posse desse código que os cibercriminosos conseguem acessar e sequestrar a conta de WhatsApp das vítimas”.

Como se proteger da clonagem do WhatsApp?

Para evitar golpes no aplicativo de mensagens é importante não passar dados pessoais e nem o código PIN do WhatsApp para terceiros e tomar cuidado com os links recebidos.

Também é importante ativar a verificação em duas etapas, o que significa que, quando uma pessoa tentar entrar em sua conta, mas em outro dispositivo, terá de colocar uma senha para conseguir acessá-la. Para habilitar a opção, basta ir nas configurações de sua conta no WhatsApp e clicar em “confirmação em duas etapas” ou “verificação em duas etapas”, dependendo do sistema operacional do seu celular. Então crie uma senha de seis dígitos e não a compartilhe com ninguém.

O que fazer quando a conta é clonada?

Segundo a empresa, em casos de invasão é importante entrar novamente no aplicativo com o seu telefone e confirmar o código de seis dígitos que será enviado por SMS, o que fará com que sua conta deixe de funcionar automaticamente no celular do invasor. É importante também avisar o WhatsApp da situação e fazer um alerta para amigos e familiares não clicarem em nenhum link enviado por você até a situação estar sob controle.

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TikTok e WeChat serão banidos nos Estados Unidos a partir de domingo

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O banimento será um golpe duro no TikTok, que tem cerca de 80 milhões de usuários americanos e 1 bilhão no mundo todo

TikTok: briga com os EUA parece ter chegado ao fim — e resultado não é favorável (Hollie Adams/Bloomberg)

Parece que a guerra entre Donald Trump e o TikTok finalmente chegou ao fim, mas com vítimas pelo caminho. Isso porque o presidente americano deu um ultimato: a partir de domingo, os aplicativos chineses TikTok e o WeChat serão banidos de todas as lojas de aplicativos utilizadas no país, seja no iPhone, seja na Play Store, do Google.

“A ação de hoje prova mais uma vez que o presidente Trump vai fazer tudo que estiver a seu poder para garantir nossa segurança nacional e proteger os americanos das ameaças do Comunismo Chinês”, afirmou o secretário de comércio Wilbur Ross em comunicado. “Com a direção do presidente, nós tomamos ações significativas para combater a maliciosa coleta de dados de cidadãos americanos”, continuou.

O banimento será um golpe duro no TikTok, que tem cerca de 80 milhões de usuários americanos e 1 bilhão no mundo todo, segundo estimativas. E mais um capítulo entre a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China — que não cessou mesmo em meio à pandemia do novo coronavírus. De um lado, Trump afirma que o aplicativo é responsável por ceder dados dos usuários ao governo chinês. Do outro, o aplicativo nega veementemente a acusação. Até mesmo a conta mais popular no app chinês é de uma americana, a adolescente Charli D’Amelio, 16 anos, que ficou famosa por fazer coreografias de músicas que viralizaram no TikTok. Com 85 milhões de seguidores, ela tem hoje o perfil mais popular do aplicativo — perder os EUA, então, significa perder muito.

A briga parecia ter tido um fim quando, nesta segunda-feira, a Oracle, empresa de tecnologia americana, anunciou nesta que seria “provedora oficial da tecnologia chinesa nos Estados Unidos”. O acordo parece não ter sido o suficiente para estancar a situação, que tomou novos contornos apenas quatro dias após o anúncio.

Segundo a Bloomberg, os termos do acordo parecem não atender às preocupações de segurança nacional manifestadas por autoridades do governo americano, incluindo o Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo. O que pode ter sido pólvora o suficiente.

A Microsoft e a Oracle estavam em uma disputa sobre uma suposta compra do TikTok para evitar que ele fosse banido dos Estados Unidos sob suspeita de espionagem internacional e ameaça à soberania americana. A discórdia pode ter sido semeada pelo presidente global do Facebook.

Mark Zuckerberg teria dito a Trump que o crescimento das companhias chinesas de internet poderia “prejudicar os negócios americanos”. Sendo americana, a Oracle, especializada no desenvolvimento e comercialização de hardware e softwares e de banco de dados, resolveria os problemas do governo americano com o TikTok sem efetivamente comprá-lo.

Em entrevista  em julho, Fabro Steibel,d iretor executivo do Instituto Tecnologia Social (ITS), afirmou que a situação se “tratava de um momento novo”. “Mas se tem essa ideia de que, ao você ter aplicativos que coletam dados a tantos momentos, e se você der esses dados a outro país, você estará ameaçando a soberania do seu próprio país. E o que está dentro desse tema de soberania?”, questiona Steibel. “Você tem o reconhecimento facial, o TikTok tem um percentual alto de reconhecimento da população indiana e brasileira. Não é tão diferente da coleta que o Instagram faz, por exemplo, mas a simbiose com o governo chinês cria um uso para esses dados que não é o mesmo utilizado pelo Facebook, que não compartilha os dados com o governo americano. E aí você tem a soberania ameaçada”, diz Steibel.

Não é exatamente que o TikTok ou o WeChat têm de dar as informações dos usuários ao governo chinês. O que acontece é que, pelas regras da China, o governo chinês tem uma participação societária “ou acesso aos sistemas de quase todos os negócios”. Para driblar a situação, a opção do aplicativo gigante foi tentar vender suas operações nos EUA — mas nem isso parece ter sido o suficiente para o governo americano.

O WeChat, com 1,2 bilhão de usuários no mundo todo no segundo trimestre de 2020 segundo a consultoria de dados alemã Statista, também tem muito a perder com o banimento.

Apesar de tudo, as empresas não foram as primeiras a sofrer proibições do governo americano. No ano passado a Huawei, maior fornecedora telecom do mundo, foi colocada na lista negra dos EUA pelo presidente Donald Trump por “ameaçar a segurança americana”, o que proibia a empresa de fazer negócios com qualquer empresa americana. A companhia dependia fortemente de seu acordo com o Google para o fornecimento do sistema operacional Android para seus dispositivos e recentemente anunciou que seus dispositivos terão um sistema operacional próprio.

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A Apple contra todos: Epic Games, Spotify, Microsoft, Google e Facebook

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As empresas acusam a Apple de monopolizar a sua loja de aplicativos

Apple: a fabricante do iPhone cobra comissão de 30% de desenvolvedores que vendem apps na loja da empresa (VCG / Colaborador/Getty Images)

As brigas da Apple com outras gigantes de tecnologia parecem não ter fim. Na última terça-feira, 15, a disputa que já estava quente com a Epic Games apagou em incêndio, quando a empresa americana afirmou que a fama do principal aplicativo da desenvolvedora, o Fortnite, já estava “em queda” e que eles precisavam iniciar uma batalha judicial para “se tornarem mais famosos”. Como se não bastasse esse embate, um outro vem sendo traçado entre a Apple, a Microsoft, o Google e o Facebook — que acusam a maçã de monopolizar a sua loja de aplicativos e permitir que apenas os seus próprios sejam aproveitados pelos usuários de iPhones e iPads. Mas quem perde mais com essa discussão?

A resposta não é exata. Ter seus aplicativos na App Store é uma grande jogada, pensando que a Apple é a segunda maior fabricante de celulares no mundo, com 25,15% do mercado global, atrás apenas da Samsung, que tem 31,04%, segundo a companhia irlandesa StatCounter. Fato é que, para os desenvolvedores, o preço para estar no radar da Apple é alto — e às vezes pode não valer a pena (é dai que vem a briga com a Epic Games). Isso porque a Apple cobra uma comissão de 30% sobre qualquer transação que acontece nos apps disponíveis em sua loja de aplicativos. “A ideia da Apple é ter um sistema de pagamentos fortes. Para se adequar a política de dados atuais, é importante colocar formas de associar um usuário do Fortnite, por exemplo, a uma conta da Apple. Essa associação cria, a quem vende o jogo, um potencial para entender o cliente fora do jogo”, explica Fabro Steibel, diretor executivo do Instituto Tecnologia Social (ITS).

A batalha com a Epic Games estourou no mês passado, e o jogo “Fortnite”, como resposta, lançou uma campanha contra a Apple chamada #FreeFortnite (#LiberteOFortnite, em português), na qual dava presentes anti-Apple para seus jogadores. O fato de a Epic não estar mais presente na App Store significa que os jogos não podem mais ser vendidos para cerca de 1 bilhão de usuários de iPhones, iPads e Macs. Dor de cotovelo ou medo de perder receita?

Segundo o site americano Business Insider, a Apple afirmou que “o interesse no aplicativo tinha caído em 70% em julho deste ano se comparado a outubro de 2019”. “Esse processo parece ser parte de uma campanha de marketing feita para aumentar o interesse no Fortnite”, afirmou a companhia — jogando ainda mais lenha na fogueira.

Em uma auditoria realizada no congresso americano em julho, quando perguntado sobre a relação a acusação de monopólio nos apps da loja dos dispositivos iOS, o presidente da empresa, Tim Cook, afirmou que as medidas são uma “forma de aumentar a segurança dos dispositivos”. Sobre as comissões de 30%, Cook afirma que desde 2008 o valor tem sido o mesmo. “São portanto dois pontos centrais: o bloqueio de um app, o Fortnite, e de um motor de games (a conta de desenvolvimento). O app tem receitas, e as receitas tem 30% abocanhado pela apple. Dessa forma, o motor é usado por diversas empresas, e bloqueá-lo pode tirar outros players do mercado”, continua Steibel.

Mas outras empresas têm reclamado da atitude da gigante americana.

Apesar de permitir o aplicativo da Amazon, é impossível comprar livros para o Kindle em iPhones, por exemplo, uma vez que a companhia criada por Steve Jobs tem seu próprio serviço de compra de livros, o Apple Books.

É também possível instalar o aplicativo do Google Play Filmes, ver a biblioteca se o usuário já tiver comprado filmes, mas não adquirir novas produções nos dispositivos Apple, visto que ela tem seu próprio serviço de compra de filmes e outros podem ser adquiridos no streaming Apple TV+.

É daí que vem a queixa da Microsoft e do Google. Ambas as empresas alegam que as regras da maçã restringiram o que seus aplicativos de jogos podem fazer no iOS. Por exemplo, o serviço da Microsoft xCloud não está disponível no sistema operacional e o aplicativo de games do Facebook… simplesmente não tem games.

A Apple afirma que os aplicativos de streaming de games do tipo são permitidos em sua loja de aplicativos, mas com algumas condições: os jogos nos serviços da Microsoft e no do Google precisam ser baixados individualmente, e não diretamente dentro de apenas um aplicativo.Steibel acredita que essas brigas e discussões tendem a escalar em um futuro próximo. “Só vai aumentar. Na China vemos brigas como essas a todo tempo, e o que estamos vendo é uma discussão séria, internacional, sobre concentração de mercado similar ao que vimos quando o mercado finaceiro surge, e é regulado”, explica.

Os serviços de streaming de games do Google, o Stadia, no entanto, quer agir como uma plataforma para desenvolvedores e jogadores, sendo responsáveis individualmente pela decisão de quais games farão ou não parte de suas plataformas, mas a Apple quer ter um controle sobre quais jogos serão colocados, analisando cada um deles individualmente. O que quer dizer que, se um serviço destreamingde games tem 100 jogos, cada um deles será analisado e listado individualmente pela Apple — o que pode aumentar expressivamente o valor que a marca de Steve Jobs pode faturar em cima de cada um deles, uma vez que, como já foi citado anteriormente, a companhia recebe cerca de 30% dos lucros dos apps publicados em sua loja.

Agora a Apple pisou também no calo do aplicativo sueco de streaming de música, o Spotify, com o lançamento de seu pacote de assinaturas, o Apple One. Segundo o Spotify, o pacote de serviços aumenta ainda mais o monopólio da Apple. “Mais uma vez, a Apple está usando a sua posição dominante e práticas injustas para tirar vantagem de seus consumidores e privando seus clientes ao favorecer apenas seus próprios serviços. Nos queremos que as autoridades tomem uma ação urgente para restringir o comportamento anti-competitivo da Apple, que, caso não seja checado, irá causar um prejuízo irreparável na comunidade de desenvolvedores e ameaçar a nossa liberdade de ouvir, aprender, criar e nos conectar”, disse a empresa em um comunicado enviado à imprensa americana.

A Apple Music, serviço de streaming da companhia, passou dos 60 milhões de assinantes em junho deste ano, enquanto o Spotify tem mais de 138 milhões de inscritos. Mas o temor é claro, uma vez que as ações da companhia caíram em até 7% um dia depois do pacote da Apple.

Para Steibel, nenhuma das empresas pode sair como vencedor desse jogo de xadrez — exceto a Apple, que parece ter dado um xeque-mate. “A Apple está puxando para aumentar seu domínio em outros mercados, que não o seu. Não foi ela quem puxou a briga, mas sim quem discordou do processo. E nessa briga muitos podem perder, porque atrai o tema do monopólio de mercados para o debate”, afirma.

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PlayStation 5 tem data e preço de lançamento no Brasil

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Em transmissão virtual, a Sony revela últimos detalhes sobre o PlayStation 5

PlayStation 5: Sony divulga preço e data de lançamento do dispositivo (Sony/Divulgação)

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E o PlayStation? O que fica e o que sai com o fim da fábrica da Sony

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Fechamento da fábrica brasileira gerou preocupação nos fãs da marca, mas o console ainda não deu game over

PlayStation: produto continuará a ser vendido no Brasil? (Anadolu Agency / Colaborador/Getty Images)

Na manhã desta terça-feira, 15, uma notícia balançou o mercado de tecnologia: a Sony, uma das maiores fabricantes de eletrônicos no mundo, anunciou que fechará sua fábrica em Manaus, no Brasil, em 2021 e que a partir de março do ano que vem alguns produtos não serão mais vendidos por aqui. Na véspera do evento que deve anunciar detalhes do mais novo console da companhia japonesa, o PlayStation 5, muitos consumidores ficaram ansiosos e cheios de dúvidas: afinal, o console será vendido no Brasil?

A resposta é: sim. O fato de a fábrica ser fechada não muda a importação do videogame, que ocorre desde a última versão, o PS4, lançado em 2013, que já não era fabricado no Brasil desde 2017.

A empresa não revelou o motivo por trás da decisão de parar a fabricação do videogame em território brasileiro, mas as suposições levam a crer que a decisão se deu pelas taxas impostas no país. “Sobre a produção nacional, de fato não temos mais consoles fabricados no Brasil”, disse um porta-voz da empresa na época.

A conclusão que fica é que mesmo que o console não seja fabricado no Brasil, isso não impede que ele seja comercializado por aqui. Parar as vendas do PlayStation no Brasil também seria um tiro no pé da Sony, visto que o console da marca é o preferido pelos brasileiros, sendo usado por 37,6%. O Xbox 360, rival direto do videogame, é usado por 32,8% da jogadores, segundo a consultoria de dados alemã Statista.

O evento desta quarta também continua firme e forte. Segundo a empresa japonesa, o evento terá 40 minutos, e acontecerá um dia depois de outro evento marcante para o setor de tecnologia — nesta terça-feira, 15, a Apple fará seu evento anual para revelar novidades da marca.

A Sony define o evento como “mais um olhar sobre os jogos que serão lançados com o PS5 e muito mais!”. O console da empresa deve chegar às lojas no final deste ano, bem próximo ou ao mesmo tempo que o Xbox — uma briga de titãs.

Apesar disso, o videogame da Sony é o mais utilizado pelos gamers no mundo, com uma fatia de 64,22%, enquanto o Xbox representa 35,77% e o Nintendo Switch apenas 0,01%, segundo o site irlandês StatCounter. Então, nesse quesito, não há preocupação.

Outros produtos que continuarão a ser vendidos no Brasil, como os equipamentos de soluções profissionais e a Sony Music e Pictures Entertainment. As soluções profissionais citadas pela empresa são equipamentos necessários para o trabalho das pessoas, como câmeras de vídeo para a gravação de filmes ou reportagens.

A empresa também afirma que continuará a prestar serviços de garantia e suporte ao consumidor, apesar do fechamento da fábrica. “A Sony Brasil continuará a oferecer todo suporte ao consumidor para os produtos sob sua responsabilidade comercial de acordo com as leis aplicáveis e sua política de garantia de produtos”, afirmou em comunicado.

Os produtos que chegarão ao fim da linha em março de 2021 são os televisores, as câmeras e produtos de áudio. A empresa, em comunicado , define a decisão como uma consideração ao “ambiente recente de mercado e a tendência esperada para os negócios”. A Sony não informou, no entanto, se os aparelhos que estiverem em estoque continuarão a ser vendidos, mas os valores, segundo a empresa, não serão alterados.

Na área de televisores, a Sony realmente vinha sofrendo um pouco — e não só no Brasil. O mercado das TVs no Brasil (e no mundo), por exemplo, é dominado pela sul-coreana Samsung, líder de mercado global há 14 anos, segundo a IHS Markit. Em seguida vem a LG, com cerca de 12% do mercado. A Sony, embora seja a quarta maior fabricante de televisores, representa apenas 7% do setor. Em um mercado de televisores como o brasileiro, a saída da Sony é um prato cheio para outras fabricantes, como a própria Samsung, a LG, a Roku e a novata TLC continuarem a crescer e ocupar o espaço da companhia japonesa.

O lucro da empresa também tem caído nos últimos anos, embora esteja mais alto do que em 2016, quando atingiu seu nível mais baixo, de 67,8 bilhões de dólares. Em 2019, o lucro foi de 76,9 bilhões de dólares.

Os motivos para a saída da empresa do Brasil, embora não tão claros, não impedem que os consumidores joguem Fifa em seus consoles de última geração em um futuro próximo. O PlayStation no Brasil ainda não sofreu um game over — nem deve sofrer.

Confira a nota na íntegra:

“O grupo Sony sempre adota medidas para fortalecer a estrutura e a sustentabilidade de seus negócios, para responder às rápidas mudanças no ambiente externo. Nós decidimos fechar a fábrica em Manaus ao final de março de 2021 e interromper, em meados de 2021, as vendas de produtos de consumo pela Sony Brasil, tais como TV, áudio e câmeras, considerando o ambiente recente de mercado e a tendência esperada para os negócios. A Sony está tomando todas as medidas necessárias e está muito comprometida como empresa em empenhar seus esforços para garantir todos os direitos, o melhor tratamento e cuidados especiais a seus colaboradores. Sony Brasil continuará a oferecer todo suporte ao consumidor para os produtos sob sua responsabilidade comercial de acordo com as leis aplicáveis e sua política de garantia de produtos. Os demais negócios do grupo Sony no Brasil (Games, Soluções Profissionais, Music e Pictures Entertainment) continuarão a manter sua forte atuação no mercado local.”

 

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terça-feira, 22 de setembro de 2020

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