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Coreia do Norte exige restituição de cargueiro apreendido pelos EUA

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Justiça americana anunciou a apreensão do “Wise Honest”, acusado de ter violado as sanções internacionais por exportar carvão e importar máquinas

EUA e Coreia do Norte: medida acontece em um momento de crise nas relações entre Washington e Pyongyang (Susan Walsh/Reuters)

A Coreia do Norte chamou de “ato ilegal de roubo” a apreensão na semana passada de um de seus cargueiros por parte das autoridades americanas, que acusam a embarcação de ter violado as sanções internacionais, e exigiu a restituição.

A justiça americana anunciou na quinta-feira a apreensão do “Wise Honest”, acusado de ter violado as sanções internacionais por exportar carvão e importar máquinas.

O navio foi bloqueado no ano passado na Indonésia e seu capitão detido pelas autoridades americanas. Em julho foi iniciado o procedimento de apreensão.

A medida inédita contra um navio de 17.000 toneladas – um dos maiores cargueiros da Coreia do Norte, segundo o governo dos Estados Unidos – acontece em um momento de crise nas relações entre Washington e Pyongyang, após o fiasco da segunda reunião entre o presidente americano Donald Trump e o líder norte-coreano Kim Jong Un em fevereiro.

O ministério norte-coreano das Relações Exteriores afirmou que a medida é contrária ao espírito da declaração conjunta assinada pelos dois governantes durante sua primeira reunião, em junho de 2018.

“O governo dos Estados Unidos cometeu um ato ilegal de roubo ao sequestrar nosso cargueiro em nome de resoluções do Conselho de Segurança da ONU sobre sanções”, afirmou ministério em um comunicado divulgado pela agência oficial KCNA.

Washington “deve ter consciência das consequências de suas ações dignas de gângsteres (…) e restituir nosso navio sem demora”, completa o texto.

A Coreia do Norte é objeto de múltiplas sanções votadas pelo Conselho de Segurança da ONU para obrigar o país a renunciar a seus programas nuclear e balístico.

 

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OMS decreta estado de emergência por surto de ebola no Congo

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou, nesta quarta-feira (17), situação de emergência internacional de saúde pública por causa do surto de ebola na República Democrática do Congo (RDC). De acordo com a Organização, o principal objetivo ao soltar o aviso é evitar que a doença se espalhe para outros países.

O status de epidemia já havia sido anunciado no dia primeiro de agosto do ano passado, mas duas mortes recentes pela doença fizeram a OMS reavaliar o alerta. O primeiro caso foi registrado em uma mulher que atravessou a fronteira do Congo para Uganda e, no dia seguinte, apresentou sintomas de ebola. Na última terça-feira (16), um pastor morreu em Goma, cidade na divisa do Congo com Ruanda.

O diretor da OMS, Tedros Adhanom, explicou que, apesar de não haver evidências da transmissão em Goma ou Uganda, os dois casos levantaram o alerta da entidade. “Esses dois eventos representaram uma preocupação com a expansão geográfica do vírus. Como resultado da preocupação com uma potencial propagação da doença, o comitê recomendou e eu declarasse o surto como emergência internacional de saúde, e eu aceito o conselho”, disse.

Apesar da preocupação com a propagação do vírus, a OMS reforçou que não há necessidade que países vizinhos fechem as fronteiras ou apliquem medidas restritivas contra mercadoria e o trânsito de pessoas. Segundo a entidade, não há comprovação científica da efetividade dessas barreiras, que podem prejudicar o Congo, a população, e representam riscos para a economia local.

O último balanço registrou quase 1.670 mortes por ebola no país, número que significa o pior surto da história do país e o segundo maior já registrado em todo o mundo.

A vacina contra a doença tem 97% de eficácia quando administrada em um período de até dez dias depois do aparecimento de sinais da infecção. A OMS garantiu que não há falta de doses para responder ao surto e afirmou que 161 mil pessoas receberam a vacina.

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Sobe para 33 o número de mortos em incêndio em estúdio do Japão

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Homem espalhou o que aparentava ser gasolina dentro do estúdio Kyoto Animation e incendiou o prédio

Incêndio: Suspeito foi detido e está sendo tratado em um hospital devido a ferimentos (Kyodo/Reuters)

Tóquio — Um incêndio criminoso em um estúdio de animação do Japão nesta quinta-feira deixou ao menos 33 mortos, informou a emissora pública NHK, depois que um homem foi visto gritando “morram” enquanto derramava combustível no edifício, no pior ataque ocorrido no país em quase duas décadas.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, classificou o incêndio na cidade de Kyoto — o episódio de violência brutal mais recente em um país conhecido por suas taxas de crime baixas é como “assombroso demais para as palavras”, e expressou condolências pelas vítimas.

A polícia colocou sob custódia um homem de 41 anos que gritou “morram” enquanto espalhava o que parecia ser gasolina ao redor do edifício de três andares da empresa Kyoto Animation pouco depois das 10h (horário local e 22h de quarta em Brasília), segundo a NHK.

As mortes de 33 pessoas foram confirmadas, disse uma autoridade do Corpo de Bombeiros de Kyoto.

Uma fumaça branca e preta emanava das janelas carbonizadas do prédio, mostraram imagens de televisão.

“Ouvi o som dos caminhões dos bombeiros e saí de casa, e vi grandes chamas brotando do edifício”, disse um menino de 16 anos, segundo citação da NHK.

“Agentes do Corpo de Bombeiros estavam tentando resgatar os feridos em um parque próximo, mas parece que não eram suficientes”, acrescentou.

O premiê Abe disse se tratar de um incêndio criminoso.

“Hoje, muitas pessoas foram mortas e feridas em um caso de assassinato por incêndio criminoso em Kyoto”, escreveu no Twitter. “É assombroso demais para as palavras”.

Parte das vítimas foi encontrada no interior do prédio, algumas no terceiro andar e outras em uma escadaria que leva ao telhado, disse a autoridade dos bombeiros. Trinta e seis pessoas ficaram feridas, 10 delas em condições graves, acrescentou.

O suspeito está ferido e sendo tratado em um hospital, por isso a polícia não conseguiu interrogá-lo, disse a NHK.

A polícia de Kyoto não quis comentar.

As redes sociais japonesas testemunharam muitas manifestações de solidariedade com o estúdio, e alguns usuários publicaram imagens de animações. Muitos usaram a hashtag “#PrayForKyoani”, uma referência à Kyoto Animation.

Os crimes violentos são relativamente raros no Japão, mas incidentes graves ocasionais chocaram o país.

O caso desta quinta-feira é o pior incidente de violência no Japão desde um suposto incêndio criminoso em um prédio de Tóquio em 2001.

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Bachelet diz que deputadas que se opõem a Trump são “fantásticas”

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Indagada se Trump é racista, a chefe de direitos humanos da ONU se esquivou, dizendo que as pessoas em uma democracia devem garantir respeito à diversidade

Michelle Bachelet: Ex-presidente do Chile e atual chefe de direitos humanos na ONU elogia deputadas atacadas por Donald Trump (Guido Manuilo/LatinContent/Getty Images)

Genebra — As quatro deputadas democratas progressistas atacadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, são “fantásticas”, disse a chefe de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Michelle Bachelet, nesta quinta-feira.

Trump tuitou no final de semana que as parlamentares, conhecidas como “o esquadrão” –Ilhan Omar, Alexandria Ocasio-Cortez, Rashida Tlaib e Ayanna Pressley– devem “voltar” para onde vieram, embora todas sejam cidadãs norte-americanas e três delas tenham nascido nos EUA.

“Acredito que essas quatro mulheres são fantásticas”, disse Bachelet. “Vejo quatro mulheres brilhantes que ousam dizer o que pensam.”

Bachelet falava no Instituto de Graduação de Genebra ao lado do ex-juiz constitucional sul-africano Albie Sachs, que dava a palestra inaugural Nelson Mandela de direitos humanos, no dia que marcaria o 101º aniversário de Mandela.

Indagada se Trump é racista, questão recebida com aplausos da plateia, Bachelet se esquivou, mas Sachs tomou o microfone e disse: “a resposta é sim.”

Bachelet disse que não usaria qualquer adjetivo em particular, mas disse que as pessoas em uma democracia devem garantir respeito à diversidade, às pessoas que pensam diferente e às pessoas de etnias diferentes.

“Não é bom para líderes, líderes globais, (usarem) discurso de ódio, dizendo coisas que são maus exemplos ou maus modelos, porque isso permite e dá licença a muitos outros para serem xenofóbicos, anti-islâmicos, antissemitas, antitudo”, disse ela.

“Esse é um dos perigos no mundo hoje.”

 

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