O Comitê de Política Monetária (Copom) avaliou que o cenário econômico ainda apresenta riscos altos, tanto para aumento quanto para redução da inflação a longo prazo. No entanto, o comitê percebeu que as incertezas estão diminuindo para os próximos meses.
Entre os riscos que podem elevar a inflação, o Copom destacou a possibilidade de que as expectativas de inflação fiquem descontroladas por um período maior, uma inflação de serviços mais resistente do que o esperado devido a uma economia mais aquecida, e políticas econômicas internas e externas que possam influenciar a inflação, como uma moeda nacional que se mantenha desvalorizada.
Por outro lado, os riscos de queda na inflação incluem uma desaceleração econômica doméstica mais acentuada do que prevista, efeitos negativos no comércio global causados por maior incerteza, e a queda dos preços das commodities que ajudariam a conter a inflação.
No último encontro, realizado em 28 de fevereiro, o Copom decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano, mas indicou a intenção de iniciar a redução dos juros já na próxima reunião, em março. O comitê também ressaltou que continuará adotando medidas restritivas para garantir que a meta de inflação seja alcançada.
Estadão Conteúdo
