O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu nesta quarta-feira, 4 de novembro, manter a taxa básica de juros do Brasil, a Selic, em 13,75% ao ano. Essa decisão interrompe um ciclo de cortes após a Selic atingir esse patamar na última reunião. Antes disso, a taxa tinha se mantido em 15% ao ano por cinco encontros consecutivos.
A decisão unânime do Copom foi baseada em uma análise do cenário econômico interno e externo. Os diretores do comitê observaram uma piora nas condições desde a última reunião, destacando o impacto da guerra no Oriente Médio, que aumentou os preços do petróleo, além das políticas monetárias mais rígidas nas economias avançadas.
Segundo o comunicado oficial, esse cenário exige cautela para países emergentes, que enfrentam volatilidade nos preços de ativos e commodities. Internamente, houve uma desaceleração da atividade econômica, embora o mercado de trabalho permaneça resiliente. Projeções para a inflação pioraram, com expectativas para 2026 e 2027 acima das metas anteriores, situando-se em 5,2% e 4,8%, respectivamente.
Além disso, o Copom reforça atenção à política fiscal do Brasil, destacando a necessidade de prudência em meio a incertezas crescentes. O texto não indica a tendência para a próxima reunião em dezembro, deixando em aberto a possibilidade de manutenção, corte ou alta da taxa Selic.
Atualmente, a Selic elevada ajuda a controlar a inflação ao reduzir o consumo e os investimentos, tornando o crédito mais caro e desacelerando a economia. As previsões do mercado indicam que a taxa deve ficar em torno de 11,75% ao ano em 2027 e em 10% para 2028 e 2029.
O calendário das próximas reuniões do Copom para 2024 inclui datas em janeiro, março, abril, junho, agosto, setembro, novembro e dezembro.
Fonte: Metrópoles
