O Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou que, se as condições previstas se confirmarem, começará a reduzir a taxa básica de juros na próxima reunião, marcada para os dias 17 e 18 de março. No entanto, o órgão ainda não especificou o tamanho desse corte, que dependerá do desenvolvimento da situação econômica.
Na ata da última reunião realizada em janeiro, divulgada nesta terça-feira, o Copom destacou que manterá uma política rígida para garantir que a inflação fique próxima da meta estipulada. O órgão enfatizou que seu compromisso com essa meta exige cautela no ritmo e na amplitude das mudanças na taxa de juros, que serão definidos conforme fatores que aumentem a confiança no controle da inflação.
Na reunião de 28 de janeiro, o colegiado decidiu unanimemente manter os juros em 15% ao ano, avaliando que essa postura ajuda a aproximar a inflação da meta ao longo do tempo. Além disso, essa decisão contribui para estabilizar a atividade econômica e fomentar o pleno emprego.
O Copom ressaltou que o cenário atual ainda é incerto, o que exige prudência na gestão da política monetária. O comitê avaliou que a estratégia adotada tem sido eficaz para controlar a inflação, e que, diante da queda na inflação e maior efeito da política monetária, deverão ajustar cuidadosamente o nível dos juros.
As projeções para a inflação permanecem as mesmas, prevendo alta de 3,4% no índice nacional (IPCA) para 2026 e 3,2% no terceiro trimestre de 2027, valores ligeiramente acima da meta de 3,0%.
Para os preços livres, a expectativa de alta é de 3,5% em 2026 e 3,1% em 2027, enquanto os preços administrados devem subir 3,0% e 3,3%, respectivamente.
Essas projeções consideram um cenário base com a trajetória dos juros do Relatório Focus de janeiro e uma bandeira amarela para energia elétrica em 2026 e 2027. A taxa de câmbio inicia em R$ 5,35 e segue conforme a paridade do poder de compra. Os preços do petróleo acompanham a curva futura por seis meses, crescendo 2% ao ano após esse período.
Estadão Conteúdo.
