O Comitê de Política Monetária (Copom) discutiu a possibilidade de mudar a avaliação dos riscos para a inflação na reunião recente. Contudo, optou por manter a postura atual devido às muitas incertezas no cenário econômico.
O comunicado divulgado após a reunião indicou que os riscos tanto para alta quanto para queda na inflação aumentaram após os conflitos no Oriente Médio.
Segundo a ata divulgada pelo Banco Central, o Copom preferiu aguardar mais informações antes de fazer mudanças, mantendo uma postura cuidadosa diante da situação volátil.
Especialistas do mercado esperavam que o Copom pudesse ajustar seus riscos para um viés de alta, especialmente após o aumento nos preços do petróleo causado pelos conflitos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Mesmo assim, a autoridade monetária escolheu absorver o impacto por meio da incerteza.
O comitê destacou três fatores de risco para aumento da inflação: a possibilidade de as expectativas de inflação se descolarem por mais tempo, uma resistência maior da inflação dos serviços devido a uma recuperação econômica mais forte, e a combinação de políticas internas e externas que podem pressionar os preços, como a variação cambial.
Por outro lado, mencionou três riscos para a redução da inflação: uma desaceleração mais acentuada da economia brasileira, uma queda global acentuada devido a choques no comércio e maior instabilidade, além da queda nos preços de commodities que ajudaria a reduzir a inflação.
Essas análises indicam que o Copom prefere agir com cautela e acompanhar de perto a evolução desses fatores antes de alterar sua política.

