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segunda-feira, 12/01/2026

Contratação de profissionais com mais de 50 anos cresce em SP

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O número de pessoas com mais de 50 anos contratadas formalmente nos setores de comércio e serviços em São Paulo aumentou de 7% em 2021 para 9% entre janeiro e novembro de 2025. Essa informação é de um estudo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), que utilizou dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Durante esse período, foram registradas 5,88 milhões de contratações formais nesses setores. Destas, 48% foram de profissionais com até 29 anos, 43% entre 30 e 49 anos, e 9% acima de 50 anos. O setor de serviços teve a maior parte dessas contratações de pessoas mais velhas, com 10%, seguido pelo comércio atacadista, com 8%. No comércio varejista, a participação de trabalhadores com mais de 50 anos subiu de 5% em novembro de 2021 para 8% em novembro de 2025, enquanto a dos jovens até 29 anos caiu de 60% para 56%.

Segundo a FecomercioSP, esse crescimento está relacionado ao envelhecimento da população economicamente ativa, à permanência maior desses profissionais no mercado de trabalho e à valorização de qualidades como experiência, estabilidade e menor rotatividade pelos empregadores. Isso é especialmente importante em setores como comércio e serviços, que enfrentam custos elevados com substituições frequentes de funcionários.

Outro ponto importante do estudo é o aumento da contratação de mulheres. Entre janeiro e novembro de 2025, foram admitidas 3,15 milhões de mulheres, contra 2,73 milhões de homens, representando 54% do total, um crescimento de 3 pontos percentuais em relação a 2021. No comércio varejista, as mulheres ocupam 55% das vagas, enquanto no atacado os homens ainda predominam, com 60%. Nos serviços, as mulheres correspondem a 54% das contratações.

A entidade destaca que essa maior participação das mulheres reflete mudanças no mercado de trabalho e na sociedade brasileira, como o aumento de atividades ligadas a atendimento, vendas e serviços administrativos, o avanço na escolaridade feminina e transformações nos arranjos familiares.

Quanto à escolaridade, o ensino médio completo é o mais frequente, concentrando 68% das contratações. Aqueles com até ensino médio representam 15%, e os formados no ensino superior, 17%, sendo 20% no setor de serviços. A FecomercioSP aponta que isso mostra que o ensino médio se consolidou como a principal exigência do mercado, com foco em funções de qualificação média, indicando a importância de políticas de formação técnica.

O envelhecimento das contratações traz desafios para os setores, exigindo adaptações na gestão de pessoas, ambientes inclusivos e atualização de habilidades. Também está ligado à falta de mão de obra para funções operacionais e de qualificação média, levando as empresas a ampliar o recrutamento. Além disso, mudanças sociais como a maior autonomia econômica das mulheres contribuem para essa tendência no comércio e serviços. As informações foram obtidas da Agência Brasil.

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