A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou na sexta-feira, 29 de agosto, que a tarifa de energia elétrica para setembro será aplicada sob a bandeira vermelha, nível 2. Isso significa uma cobrança extra de R$ 7,87 nas contas a partir do primeiro dia do mês.
No início do ano, até abril, vigorava a bandeira verde, que não gerava custo adicional para os consumidores. Em maio, esta passou para amarela, um nível intermediário da tarifa. Desde junho, a bandeira era vermelha no primeiro nível, e no mês passado, subiu para o nível 2.
De acordo com a Aneel, os reservatórios das usinas hidrelétricas apresentam níveis abaixo da média histórica, o que dificulta a geração de energia hidrelétrica. Como consequência, é necessária a utilização aumentada de usinas termelétricas, que apresentam custos mais elevados, justificando assim a manutenção da bandeira vermelha, nível 2, em setembro.
Em comunicado, a agência ressaltou a importância do uso consciente e responsável da energia elétrica, enfatizando que economizar eletricidade também ajuda a preservar os recursos naturais e sustentar o setor elétrico brasileiro.
Sistema de bandeiras tarifárias
O sistema de bandeiras tarifárias foi implementado em 2015 como um método para informar mensalmente os consumidores sobre as condições da geração de energia no Brasil.
Para estabelecer qual bandeira estará em vigor, a Aneel avalia fatores como a disponibilidade de água nos reservatórios, o progresso na geração por fontes renováveis e o uso de usinas mais caras, como as termelétricas.
Antes, as variações nos custos, para mais ou para menos, eram refletidas apenas no reajuste tarifário que ocorria até um ano após os eventos que causaram as mudanças. Agora, essa cobrança adicional ou desconto passa a ser percebido de forma mais imediata, ajustando-se mensalmente conforme a situação da geração de energia.