O Brasil registrou um déficit de US$ 3,363 bilhões na conta corrente em dezembro, após um saldo negativo de US$ 4,956 bilhões em novembro, segundo informou o Banco Central (BC) na segunda-feira (26). Com isso, o déficit acumulado em 2025 atingiu US$ 68,791 bilhões, equivalente a 3,03% do Produto Interno Bruto (PIB), o maior percentual desde 2014, quando o déficit foi de US$ 110,493 bilhões (4,50% do PIB).
O resultado de dezembro foi pior do que a mediana da pesquisa Projeções Broadcast, que previa um déficit de US$ 5,60 bilhões. Todas as projeções de mercado indicavam resultado negativo, variando entre US$ 12,211 bilhões e US$ 4,20 bilhões. O déficit anual também ficou abaixo da estimativa intermediária do levantamento (-US$ 72,500 bilhões) e da previsão do BC (-US$ 76 bilhões).
O déficit em transações correntes de dezembro foi o menor para esse mês desde 2015, quando houve superávit de US$ 80,80 milhões. Em dezembro de 2024, o déficit chegou a US$ 10,237 bilhões.
A balança comercial registrou superávit de US$ 8,814 bilhões no mês, conforme metodologia do BC. A conta de serviços apresentou déficit de US$ 3,816 bilhões, a conta de renda primária ficou negativa em US$ 9,224 bilhões, e a conta financeira teve saldo negativo de US$ 2,234 bilhões.
No acumulado do ano, a balança comercial apresentou superávit de US$ 59,952 bilhões, acima da previsão do BC, que estimava US$ 52,0 bilhões. A conta de serviços teve déficit de US$ 52,940 bilhões; a conta de renda primária apresentou saldo negativo de US$ 81,347 bilhões; e a conta financeira teve déficit de US$ 65,061 bilhões.
O Banco Central projeta um déficit de US$ 60 bilhões nas transações correntes para este ano, o que corresponde a 2,4% do PIB. Essa previsão inclui um superávit comercial de US$ 64 bilhões e déficits de US$ 51 bilhões na conta de serviços e US$ 78 bilhões na conta de renda primária.
Estadão Conteúdo.
