GABRIELA CECCHIN
FOLHAPRESS
O aumento na compra de alimentos básicos, somado a um mercado de trabalho fortalecido, levou a um crescimento de 3,68% no consumo das famílias brasileiras em 2025, conforme dados divulgados pela Abras (Associação Brasileira de Supermercados) na última quinta-feira (22).
O arroz foi o item que mais teve redução de preço em 2025, com queda total de 26,55%, seguido pelo leite longa vida, que ficou 12,87% mais acessível. A batata também sofreu uma diminuição significativa de 13,65%. Por outro lado, o café torrado e moído teve aumento de 35,64% no mesmo ano.
As carnes e outras proteínas apresentaram elevações moderadas após uma fase de grandes aumentos em 2024. Os cortes dianteiros subiram 1,55% (comparado a 25,25% no ano anterior), os traseiros cresceram 1,3% (contra 20,05% em 2024) e o pernil teve queda de 1,84% após um aumento de 20,05% no ano anterior.
Depois de seis meses consecutivos de queda, os preços dos alimentos subiram 0,27% em dezembro, segundo o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). No total do ano, a inflação dos alimentos foi de 2,95%, abaixo do índice geral de 4,26% em 2025.
Durante o ano passado, fenômenos climáticos extremos influenciaram os preços: enchentes no Rio Grande do Sul elevaram o preço do arroz em 8,24% em 2024, enquanto períodos de seca aumentaram o preço do leite em 18,83%.
O crescimento no consumo também foi favorecido pelo aumento do rendimento real e da massa salarial, além da continuidade de programas de transferência de renda, como o Bolsa Família e o Auxílio Gás, e pagamentos de RPVs (Requisições de Pequeno Valor), que injetaram recursos na economia.
Regionalmente, em dezembro, o Norte teve o maior aumento nos preços da cesta de supermercado da Abrasmercado, com alta de 1,36%, seguido pelo Nordeste (1,31%), Sudeste (1,2%) e Sul (0,44%). O Centro-Oeste foi a única região onde os preços caíram, com uma queda de 0,47%.
Para 2026, espera-se que a isenção do Imposto de Renda para salários até R$ 5.000,00 e o desconto progressivo até R$ 7.350,00, juntamente com o reajuste do salário mínimo para R$ 1.621,00, devam ajudar a impulsionar ainda mais o consumo.
