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quinta-feira, 29/01/2026

Consumo de café no Brasil diminui 2,31% em 2025 devido a preços altos

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O consumo de café no Brasil caiu 2,31% entre novembro de 2024 e outubro de 2025, passando de 21,9 milhões para 21,4 milhões de sacas de 60 kg. Essa redução é causada principalmente pelo aumento dos preços, resultado de safras precárias e condições climáticas desfavoráveis nos últimos anos.

De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), os preços da matéria-prima subiram 201% para o café conilon e 212% para o arábica nos últimos cinco anos, enquanto o preço no varejo aumentou 116%. Para quem compra para consumo, o valor cresceu 5,8%. O maior consumo interno foi registrado em 2017, quando chegou a 22 milhões de sacas.

Pavel Cardoso, presidente da Abic, destacou a força do consumidor brasileiro, que manteve o hábito de tomar café mesmo com os preços maiores. “O brasileiro não abre mão do café”, afirmou. Ele avaliou a queda de 2,31% como positiva diante dos aumentos elevados da matéria-prima. O Brasil segue sendo o segundo maior consumidor mundial de café, atrás apenas dos Estados Unidos, e lidera o consumo per capita, com 1,4 mil xícaras por pessoa ao ano.

Embora o consumo tenha diminuído, o faturamento da indústria aumentou 25,6% em 2025, chegando a R$ 46,24 bilhões, impulsionado pelos preços mais altos nas prateleiras.

Para 2026, a Abic prevê que os preços se mantenham estáveis, sem quedas significativas no curto prazo, devido aos baixos estoques globais históricos. Espera-se uma safra boa, o que pode trazer menos variações, mas promoções serão usadas para atrair consumidores. Segundo Pavel Cardoso, serão necessárias pelo menos duas safras para que os preços caiam de forma importante.

No cenário internacional, a cadeia do café ainda enfrenta tarifas dos Estados Unidos sobre o café solúvel, apesar da suspensão das taxas sobre o café em grão em novembro de 2024. A Abic espera que essa cobrança seja revertida em breve. Além disso, Pavel Cardoso acredita que o acordo entre Mercosul e União Europeia trará benefícios para o setor, considerando que o Brasil é o maior produtor mundial, respondendo por 40% da produção global.

Com informações da Agência Brasil

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