18.5 C
Brasília
quarta-feira, 11/02/2026

Construção cresce no DF em 2026

Brasília
nuvens quebradas
18.5 ° C
18.5 °
18.4 °
94 %
1.5kmh
75 %
qua
25 °
qui
24 °
sex
26 °
sáb
26 °
dom
27 °

Em Brasília

O setor de construção e o mercado de imóveis no Distrito Federal começam 2026 com boas perspectivas. A previsão de redução da taxa básica de juros, hoje em 15% e podendo chegar a cerca de 12% ao final do ano, junto com a inflação controlada e os investimentos públicos, cria um ambiente favorável para comprar, vender e lançar imóveis.

De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF), Adalberto Cléber Valadão Júnior, a queda nos juros será o principal impulsionador do crescimento no setor.

“Quando a taxa de juros é menor, mais pessoas conseguem comprar imóveis, aumentando a demanda. Esperamos um crescimento nas vendas imobiliárias este ano”, afirma.

Com o custo menor do financiamento, o acesso à casa própria deve aumentar. Uma redução de cerca de dois pontos percentuais nas taxas pode diminuir em torno de 12% o valor das parcelas em contratos de longo prazo, que geralmente têm duração de 20 a 30 anos. Isso também incentiva novas obras, pois o crédito mais barato reduz os custos e facilita o planejamento dos projetos.

Com juros mais baixos, investimentos tradicionais em renda fixa perdem atratividade, e o dinheiro tende a migrar para imóveis, que são vistos como uma forma segura de proteger patrimônio em tempos incertos.

Na área de habitação popular, programas federais e distritais continuam em ritmo constante. Existem cerca de 60 mil unidades em diversas etapas de construção, com entregas previstas ainda para 2026. O mercado de aluguel também está ativo, impulsionado pelos juros altos, que levam os investidores a preferirem alugar imóveis.

Inflação controlada e estabilidade local

A inflação prevista em torno de 4,5%, dentro da meta estabelecida, ajuda no planejamento a longo prazo de compradores e construtoras. Além disso, o Distrito Federal tem menor volatilidade econômica devido à presença de muitos servidores públicos, o que mantém a demanda por moradia mesmo em períodos de instabilidade política. Valadão Júnior destaca que o mercado está maduro e preparado para crescer em 2026.

Enquanto o crescimento mais forte deve acontecer no mercado imobiliário privado, as obras públicas também terão movimento. O Governo do Distrito Federal planeja investir cerca de R$ 5 bilhões em infraestrutura neste ano.

Projetos em andamento incluem drenagem urbana, urbanização de áreas como Vicente Pires e Sol Nascente, corredores de transporte público, construção de creches e escolas, além de unidades de saúde. Também estão previstas a ampliação do metrô em Ceilândia, melhorias em rodovias, moradias populares e a construção de duas pontes no Lago Sul, com investimento estimado em R$ 1,7 bilhão. Valadão Júnior ressalta que a confirmação desses investimentos será crucial para movimentar o setor público.

O setor ainda enfrenta desafios para contratar profissionais qualificados, desde serventes até engenheiros. Para combater isso, entidades da construção têm investido em centros de formação e parcerias com instituições como o Senai-DF, o GDF e o Exército, buscando capacitar trabalhadores e aproximá-los das empresas. A industrialização gradual dos métodos construtivos também é uma estratégia para aumentar a produtividade e diminuir a necessidade de mão de obra intensiva, mesmo que essa mudança seja a longo prazo.

Em um ano com eleições presidenciais e possíveis variações econômicas, o mercado imobiliário continua visto como um investimento seguro. A tangibilidade do imóvel, a valorização tradicional e a proteção contra a inflação mantêm o setor como uma boa opção para proteger o patrimônio. Para empresários, trabalhadores e governo, a mensagem é de otimismo com cautela. Valadão Júnior finaliza: “O empresário é otimista por natureza. Mesmo diante de juros altos, falta de mão de obra e desafios legais, é nossa obrigação buscar soluções e continuar investindo”.

Veja Também