O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados iniciou nesta terça-feira (8/7) um processo contra o deputado Gilvan da Federal (PL-ES) por quebra de decoro parlamentar, após suas declarações à ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.
No final de abril, Gilvan utilizou palavras ofensivas contra a ministra durante uma sessão da comissão da Câmara. Ele mencionou uma lista de apelidos relacionados a supostos repasses irregulares da Odebrecht a políticos, na qual Gleisi foi chamada de “amante”. Entre os apelidos sugeridos pelo deputado estava “prostituta do caramba”.
Após o ocorrido, em 6 de maio, o Conselho de Ética aprovou por 15 votos a 4 um pedido para suspensão cautelar do mandato de Gilvan por três meses. Este período de afastamento está em andamento e termina em 6 de agosto.
A denúncia contra o parlamentar foi apresentada pela Mesa Diretora da Câmara, que alegou violação das normas de conduta parlamentar. A Mesa pediu uma suspensão de seis meses, mas o relator do caso, deputado Ricardo Maia (MDB-BA), inicialmente apoiou essa solicitação, porém posteriormente alterou seu parecer para recomendar uma suspensão de três meses.
O que ocorrerá a seguir?
O Conselho de Ética avaliará se serão adotadas outras medidas em relação ao deputado, podendo chegar à perda do mandato.
Na próxima semana, poderá ser realizado o sorteio de três deputados, entre os quais o presidente do conselho escolherá um para ser o relator do caso.
