ROGÉRIO PAGNAN, CLAUDINEI QUEIROZ E TULIO KRUSE
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)
O governador Tarcísio de Freitas anunciou na sexta-feira (28) que Osvaldo Nico Gonçalves assumiu como o novo secretário de Segurança Pública de São Paulo. Ele é um delegado muito conhecido no estado e já atuou em várias funções na Polícia Civil. Além disso, é proprietário de bares e outros estabelecimentos na zona sul da capital paulista.
Osvaldo Nico substitui o deputado federal Guilherme Derrite, que voltou a Brasília para reassumir seu cargo. Nico ganhou destaque nacional em abril de 2005, quando prendeu o zagueiro argentino Desábato durante uma partida entre São Paulo e Quilmes pela Copa Libertadores no estádio do Morumbi.
Ele presenciou um incidente em que o jogador são-paulino Grafite foi expulso após troca de ofensas com o jogador argentino, que teria feito uma ofensa racista. Após a partida, Nico ordenou a prisão do jogador Desábato.
Osvaldo Nico também participou de prisões importantes, como a do sequestrador chileno Maurício Hernández Norambuena em 201, do jornalista Pimenta Neves em 2011 e do médico Roger Abdelmassih em 2014.
Desde sua entrada na polícia em 1979, começou a se relacionar com a imprensa, incluindo participação em programas televisivos como Brasil Urgente e SPTV, para comentar ações policiais. Ele é reconhecido pela sua dedicação em comunicar o trabalho positivo da polícia à sociedade.
Conhecido pelo apelido de Nico, ele até entrou com um pedido judicial para incluir esse nome oficialmente. Ele mantém boas relações com empresários, artistas, esportistas e médicos, ajudando colegas policiais em questões pessoais, especialmente relacionadas a saúde.
O secretário também valoriza a visibilidade da polícia em casos envolvendo pessoas famosas, pois acredita que a mídia destacará o trabalho policial nesses momentos.
Recentemente, Nico passou a usar as redes sociais e atualmente possui mais de 190 mil seguidores no Instagram.
Além da carreira policial, ele é dono de bares, lanchonetes e restaurantes no bairro do Ipiranga, que geraram uma fortuna para garantir o sustento de sua família.
Apesar de já ter recebido convites para entrar na política, ele prefere continuar servindo à polícia. Ele comenta com humor que muitos confundem seu nome com o do deputado estadual Delegado Olim (PP-SP), ambos muito conhecidos na área de segurança.
Nico iniciou sua paixão pela polícia ainda menino, engraxando sapatos na delegacia e ajudando nos serviços como lavar viaturas.
Formado em direito em 1989, é professor concursado na Academia de Polícia Civil, especialista em Polícia Judiciária e Sistema de Justiça Criminal.
Atuou em diversos departamentos da Polícia Civil, como Decap, DHPP, Deic e Garra. Em 1992, após concluir a formação de delegado, fundou o primeiro Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil e foi o primeiro delegado piloto desse setor.
Foi supervisor por 12 anos do Grupo Especial de Resgate (GER) do Garra, liderando mais de 200 policiais, e criou grupos especializados como o antibombas e o de motos para operações específicas.
Em 2019, tornou-se o primeiro diretor do Departamento de Operações Policiais Especializadas (Dope), e em 2022 foi nomeado delegado-geral da Polícia Civil, cargo mais alto da corporação, substituindo o delegado Ruy Fontes.
Desde janeiro de 2023, ocupava a função de secretário-executivo na Secretaria de Segurança Pública, a segunda posição na pasta.
Há uma fama interna de que ele não costuma andar armado dentro da delegacia, usando armas apenas durante operações e deslocamentos em viaturas.
Ele mesmo confirma essa prática, explicando que prefere trabalhar desarmado no ambiente interno e que usa armas cuidadosamente em serviço.

