Apesar de não termos estações claramente demarcadas no Brasil, manifestações alérgicas e problemas respiratórios são doenças típicas da primavera
Os serviços de pronto-socorro que apresentam lotação intensa no período de inverno, voltam a ficar cheios com o aumento das doenças alérgicas respiratórias. Especialmente crianças pequenas e idosos devem ser hidratados com volumes hídricos adequados. Lembramos que são situações em que os indivíduos têm menos sede ou esta sede não é reconhecida.
Aglomerações e arboviroses
Outras doenças que estão relacionadas a estação do ano são as relacionadas aocalendário escolar, com aumento da presença de fatores de risco com maior aglomeração de crianças em idades precoces, favorecendo a disseminação de episódios de diarreia e doenças de pele.
Mas principalmente devemos nos lembrar que a volta do período chuvoso e quente leva a maior risco da proliferação de mosquitos transmissores de doenças como a dengue, a zika e chikungunya. A prevenção deve ser redobrada, com o controle de depósitos de água limpa e parada em todos os locais. Com a ausência da chuva em muitas regiões do país, o descaso com recipientes, pneus, vasos, depósitos vazios e não cobertos, é grande. Com a volta da chuva, estes locais são propícios para o armazenamento de água e a proliferação das larvas de insetos.
Em toda a região do Caribe e América Central e do Norte discutem-se os prejuízos causados por terremotos e furacões com enchentes gigantescas causadas pelos fenômenos naturais. As enchentes, no entanto, não são privilégio destes locais e devemos lembrar que no Brasil as cheias dos rios levam a aumentos de doenças graves como as transmitidas por urina de ratos. Alternamos períodos de seca intensa, com até 120 dias sem chuvas a períodos em que as chuvas intensas inundam cidades inteiras. A sazonalidade afeta então todo o planejamento de segurança de um país.


