SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)
A holding financeira Fictor, que entrou com pedido de recuperação judicial neste domingo (1º), é parte de um grande grupo com negócios que somam US$ 1 bilhão em setores como alimentos, gestão de recursos, pagamentos, energia e imóveis. Além disso, a empresa é uma das principais patrocinadoras do Palmeiras, para o qual doa R$ 30 milhões anualmente.
Em novembro, o Banco Master anunciou que seria adquirido pela Fictor, mas a operação foi barrada pelo Banco Central. Hoje, o Master e outras entidades do seu grupo financeiro, como o Will Bank e o Letsbank, estão passando por liquidação.
A reputação da Fictor foi prejudicada por rumores no mercado após o Banco Central liquidar o banco de Vorcaro, um dia depois do anúncio da compra pelo grupo. Essas especulações causaram muitas notícias negativas que afetaram gravemente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding.
Fundado em 2007, o Grupo Fictor cresceu com financiamentos ao agronegócio e hoje atua em áreas variadas como marmitas, cartão de crédito e hidrogênio verde. Através da Fictor Asset, a empresa capta recursos para financiar o agronegócio por meio de fundos de direitos creditórios e investe em energia, imóveis e crédito consignado.
No setor alimentício, o grupo é proprietário das marcas Dr. Foods, que oferece marmitas e comida para animais, da trader de grãos Vensa, e do abatedouro e distribuidor de frangos Fredini.
A principal subsidiária industrial, Fictor Alimentos S.A., possui unidades em Minas Gerais e Rio de Janeiro, empregando diretamente 3.500 pessoas e cerca de 10 mil de forma indireta. Esta empresa não faz parte do pedido de recuperação judicial.
Em 2022, o grupo criou a FictorPay, uma empresa de pagamentos voltada para produtores rurais. Seu produto principal é um cartão corporativo American Express que permite o parcelamento das compras de insumos agrícolas em até 12 vezes, com juros aproximados de 15% ao ano.
