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quinta-feira, 19/03/2026




Conflito na Fronteira Entre Colômbia e Equador Aumenta Após Ataques Aéreos

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Conflito na Fronteira Entre Colômbia e Equador Aumenta Após Ataques Aéreos

Operações militares recentes no Equador, nas proximidades da fronteira com a Colômbia, intensificaram as tensões entre os dois países nesta semana. O governo colombiano encontrou um explosivo, que não havia detonada, proveniente do Equador no estado de Putumayo.

O governo do Equador iniciou uma investigação para entender como a bomba foi parar em território colombiano.

Contexto da Situação

  • Domingo (15/3): O presidente Daniel Noboa do Equador anunciou uma força-tarefa composta por 75 mil pessoas para combater o narcotráfico;
  • Essa força, formada por militares e policiais, tem promovido ataques aéreos contra áreas consideradas como bases de narcoterroristas;
  • Segunda-feira (16/3): O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, confirmou que uma bomba foi localizada em território colombiano, vindo do Exército equatoriano;
  • Quarta-feira (17/3): Autoridades de defesa dos dois países confirmaram que o explosivo tem origem equatoriana, reforçando a investigação do Equador;
  • A relação entre os países já estava tensa devido a tarifas comerciais impostas pelo Equador sobre produtos colombianos, que resultaram em medidas recíprocas da Colômbia.

Repercussões e Medidas

As operações estão concentradas nas províncias de Guayas, El Oro, Los Ríos e Santo Domingo de los Tsáchilas. Nessas regiões, há toque de recolher noturno, sob pena de prisão de até três anos para quem desobedecer.

O Ministério da Defesa do Equador tem divulgado vídeos das operações que apresentam momentos dos bombardeios.

Na terça-feira, Gustavo Petro afirmou que os ataques aéreos resultaram em 27 corpos carbonizados na fronteira entre Colômbia e Equador.

Contexto Internacional

No início de março, o governo dos Estados Unidos promoveu a iniciativa “Escudo das Américas”, uma ação para reforçar a segurança no hemisfério ocidental, envolvendo países da América do Sul para combater o tráfico de drogas, o crime organizado e a imigração ilegal. Daniel Noboa participou dessa cúpula, mas o Brasil, México e Colômbia não compareceram.

O governo dos EUA apoia as ações do Equador no combate ao narcotráfico.




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