Duas linhas de ônibus modificaram seus percursos a partir da última segunda-feira (19) em Belo Horizonte devido a uma briga entre grupos que atuam em duas comunidades do Barreiro, na capital de Minas Gerais.
A prefeitura confirmou a mudança por segurança e informou que colocará avisos na estação Barreiro para orientar os passageiros.
O governo municipal também acionou a Polícia Militar para garantir que os ônibus possam voltar a circular com segurança.
As linhas 332 e 319 deixaram de passar pela Vila Cemig e pelo Conjunto Esperança. Essas comunidades enfrentam uma disputa territorial entre integrantes do Comando Vermelho (CV), que controlam a Vila Cemig, e membros do Terceiro Comando Puro (TCP), que dominam o Conjunto Esperança.
Nos últimos dias, circulam em redes sociais mensagens atribuídas a esses grupos, incluindo instruções para que os motoristas mantenham os faróis baixos e as luzes internas acesas ao passar pela Vila Cemig.
A Polícia Militar e a Polícia Civil de Minas Gerais informaram que investigam a origem e a veracidade dessas mensagens. A PM-MG atua na região com patrulhas especiais para proteger a população.
A PM-MG afirmou em nota que continua combatendo o crime organizado e não permitirá que criminosos controlem as comunidades no estado.
O confronto em um churrasco em dezembro revelou a disputa: A rivalidade entre os grupos no Barreiro aumentou em dezembro do ano passado, após um conflito em um churrasco que deixou duas pessoas mortas e nove feridas.
Membros do CV, vestidos com uniformes que se assemelhavam aos da Polícia Civil, atacaram o evento que acontecia no Conjunto Esperança, onde estavam líderes do TCP.
O vice-governador de Minas, Mateus Simões (PSD), informou que 12 pessoas foram presas e que só criminosos ficaram feridos. Segundo ele, trata-se de uma disputa entre facções do Rio de Janeiro e São Paulo que tentam se estabelecer em Minas Gerais.
Mateus Simões e o governador Romeu Zema (Novo) têm focado suas campanhas eleitorais deste ano em temas de segurança pública. Enquanto Simões busca suceder Zema, o atual governador pretende concorrer à Presidência da República e critica a política de segurança do governo Lula (PT).
Ambos destacam que a polícia tem acesso a todas as áreas do estado, reafirmando a prioridade na segurança.
