O Índice de Confiança de Serviços (ICS) permaneceu praticamente estável em outubro, com um leve aumento de 0,1 ponto na comparação com setembro, alcançando 88,2 pontos, conforme divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
Nas médias móveis trimestrais, o índice também mostrou estabilidade, subindo 0,1 ponto para 88,4 pontos.
Carlos André Vieira, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), explicou que a confiança no setor de serviços manteve-se quase inalterada em outubro devido a movimentos contrários entre os seus componentes. A avaliação atual apresentou uma leve queda após melhoria nos meses anteriores, afetando todos os segmentos.
Por outro lado, as expectativas para o futuro mostraram recuperação, impulsionadas principalmente pela previsão positiva dos negócios para os próximos seis meses, compensando parcialmente a queda registrada no mês anterior.
Vieira também alertou para a piora na percepção sobre o acesso ao crédito e o aumento das menções sobre o custo financeiro como um obstáculo para o crescimento dos negócios. Ele destacou que, em um cenário de juros reais elevados, as expectativas positivas podem ser frágeis e o enfraquecimento da situação atual indica uma desaceleração do setor ao final do ano.
Em outubro, o Índice de Situação Atual (ISA-S) caiu 3,0 pontos, alcançando 88,7 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE-S) subiu 3,2 pontos, ficando em 87,8 pontos, que é o menor nível desde julho de 2021.
Os dois componentes do ISA-S diminuíram: o indicador do volume atual de demanda caiu 2,4 pontos para 90,5 pontos, e o indicador da situação atual dos negócios recuou 3,7 pontos para 86,8 pontos.
Quanto ao IE-S, o indicador da demanda prevista para os próximos três meses aumentou 1,8 ponto, atingindo 86,3 pontos, e o indicador da tendência dos negócios para os próximos seis meses cresceu 4,6 pontos, chegando a 89,5 pontos.
A pesquisa foi realizada entre 1º e 27 de outubro.

