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Confiança do empresário da indústria cai 0,7 ponto em maio

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Segundo o pesquisador da FGV Aloisio Campelo Jr., o resultado mostra um empresariado ligeiramente pessimista em relação aos próximos meses

Indústria: a confiança caiu em dez dos 19 segmentos industriais pesquisados pela FGV. (Monty Rakusen/Getty Images)

O Índice de Confiança da Indústria, calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), recuou 0,7 ponto de abril para maio. Com a queda, o indicador passou para 97,2 pontos, em uma escala de zero a 200.

A confiança caiu em dez dos 19 segmentos industriais pesquisados pela FGV. A queda foi puxada pelo recuo de 1,5 ponto do Índice de Expectativas, que mede a confiança dos empresários no futuro: passou para 95,9 pontos. A principal influência veio da perspectiva de contratações do setor nos próximos três meses, que diminuiu 3,6 pontos.

Já o Índice da Situação Atual, que mede a confiança dos empresários no momento presente, permaneceu estável em 98,5 pontos. Houve queda de 2,9 pontos do indicador do nível de estoques, mas as outras duas variáveis cresceram, o que levou à estabilidade do Índice da Situação Atual.

Segundo o pesquisador da FGV Aloisio Campelo Jr., o resultado mostra um empresariado ligeiramente pessimista em relação aos próximos meses. Quanto à situação atual, há, para Campelo Jr., sinais dúbios. “Após meses andando de lado, o nível de utilização da capacidade voltou a subir, mas houve, em paralelo, acúmulo de estoques indesejados”, disse.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) subiu 0,8 ponto percentual entre abril e maio, retornando para 75,3%, o mesmo patamar de novembro de 2018.

 

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Economia

Em meio ao coronavírus, bancos já renegociaram R$ 130 bilhões em dívidas

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Os cincos maiores bancos do país, que abriram possibilidades de renegociação devido ao coronavírus, já receberam 2 milhões de pedidos

 

Dinheiro: com a crise, bancos estrangeiros cortaram as linhas para o país, estreitando ainda mais a liquidez no mercado (DircinhaSW/Getty Images)

Os cinco maiores bancos do País – Itaú Unibanco, Banco do Brasil Bradesco, Caixa e Santander – renegociaram até o momento R$ 130 bilhões de um total de R$ 200 bilhões em pedidos feitos com a crise da pandemia da covid-19.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney Ferreira, diz que a crise levou a uma “explosão” de demanda por crédito. Com a queda brusca da atividade, do consumo e do faturamento, as empresas em geral estão precisando de caixa e buscando também crédito novo.

Segundo Ferreira, ainda faltam analisar entre 500 mil e 700 mil de pedidos. Como mostrou o jornal O Estado de S. Paulo, levantamento divulgado na segunda-feira, pela Febraban, indicou que os cincos maiores bancos receberam 2 milhões de pedidos de renegociação, o equivalente a uma carteira de R$ 200 bilhões (saldos devedores dos pedidos). A Febraban, no entanto, não tinha informado quanto dos pedidos foram aceitos pelos bancos.

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Economia

Serviços recuam de janeiro para fevereiro, mas crescem na comparação anual

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Acumulado nos últimos doze meses avançou 0,7% em fevereiro de 2020

Salão de beleza: setor de serviços é um dos mais importantes da economia brasileira (Chris McGrath / Equipe/Getty Images)

O volume de serviços prestados caiu 1,0% em fevereiro ante janeiro, na série com ajuste sazonal, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), informou nesta quarta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para o mês anterior, o IBGE revisou a alta ante dezembro de 2019 de 0 6% para 0,4%. A queda de dezembro ante novembro de 2019 foi revista para baixo, de 0,5% para 0,8%.

Na comparação com fevereiro do ano anterior, houve alta de 0,7% em fevereiro, já descontado o efeito da inflação. Nessa comparação, as previsões iam de expansão de 1,0% a aumento de 3,40%, com mediana positiva de 1,90%. A taxa acumulada no ano registrou alta de 1,2%, enquanto o avanço acumulado em 12 meses ficou em 0,7%.

Desde outubro de 2015, o IBGE divulga índices de volume no âmbito da PMS. Antes disso, o órgão anunciava apenas os dados da receita bruta nominal, sem tirar a influência dos preços sobre o resultado.

Por esse indicador, que continua a ser divulgado, a receita nominal caiu 0,1% em fevereiro ante janeiro. Na comparação com fevereiro de 2019, houve aumento de 3,8% na receita nominal. Em 12 meses, a receita nominal subiu 4,1%, enquanto o acumulado de janeiro e fevereiro ficou em 4,0%.

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Economia

Produção industrial cresce em 11 dos 15 locais pesquisados em fevereiro

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De acordo com o IBGE, São Paulo ficou na contramão da média nacional (0,5%), com uma queda de 0,4%

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Inadimplência sobe 1,2% em março e deve crescer ainda mais por coronavírus

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Indicador de inadimplência da Boa Vista é elaborado com base na quantidade de novos registros de dívidas vencidas e não pagas

Pessoas no comércio no Rio de Janeiro: coronavírus deve fazer inadimpência aumentar (Pilar Olivares/Reuters)

O indicador de inadimplência do consumidor da Boa Vista subiu 1 2% em março ante fevereiro, na série com ajuste sazonal, informou nesta quarta-feira, 8, a empresa. Com o dado, o índice acumula queda de 0,5% em 12 meses e de 0,2% no acumulado do ano.

A região Sul do País teve o maior aumento de inadimplência no terceiro mês de 2020, de 4,9%, seguida pelo Sudeste (1,9%). Em contrapartida, houve queda na inadimplência no Nordeste (-1,8%), Centro-Oeste (-1,6%) e Norte (-0,9%).

No acumulado de 12 meses, apenas o Sudeste (0,1%) registrou alta na taxa. Entre as outras regiões, o Sul tem a maior queda (-2 2%), seguido de Centro-Oeste (-1,5%), Nordeste (-0,7%) e Norte (-0,1%).

Nesta base, a Boa Vista lembra que o ritmo de queda da inadimplência vem arrefecendo e deve manter essa tendência nos próximos meses, com os impactos da pandemia do coronavírus.

“No cenário atual, apesar das medidas de contenção aos efeitos do novo coronavírus, a tendência é de que haja uma piora no nível de desocupação e recuperação da renda nos próximos meses, fatores que devem refletir na redução da capacidade dos consumidores em pagarem suas dívidas em dia e resultar em aumento da inadimplência”, disse, em nota, a empresa.

O indicador de inadimplência da Boa Vista é elaborado com base na quantidade de novos registros de dívidas vencidas e não pagas informados pelas empresas credoras.

 

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Economia

Dólar cai pela 2ª vez seguida com melhor perspectiva sobre coronavírus

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Com o fim da pressão do coronavírus sobre os mercados, especialista vê dólar cair para abaixo de 5 reais

Dólar: moeda americana vai abaixo de R$5,20 nesta terça (7) (Adam Drobiec/EyeEm/Getty Images)

O dólar voltou a fechar em queda frente ao real nesta terça-feira, 7, com a percepção de que o avanço do coronavírus no mundo tenha perdido força nos últimos dias. Com a mudança do humor no mercado, ativos considerados de maior risco, como moedas de países emergentes, valorizaram-se. Por aqui, o dólar comercial caiu 1,2% e encerrou cotado a 5,228 reais. O dólar turismo recuou 1,6%, a 5,50 reais.

O otimismo tem como pano de fundo a diminuição dos novos casos apresentados na Europa, continente em que a doença deixou a maior quantidade de vítimas fatais. Nos Estados Unidos, país onde há o maior número de infectados, a percepção sobre os possíveis estragos da doença também melhorou, após os governadores dos estados de Nova York e Nova Jersey falarem em “achatamento da curva” de contágio.

Com o maior apetite a risco, o dólar perdia forças no mundo. O índice Dxy, que mede o desempenho da moeda americana contra divisas dos principais parceiros comerciais dos EUA, caiu 0,8%. A queda foi puxada pelo euro, que se apreciou mais de 1% contra o dólar, pondo fim a uma sequência de seis quedas consecutivas.

Para João Manuel Freitas, diretor de operações da Travelex Bank, o dólar deve se enfraquecer no mundo conforme o coronavírus deixe de ditar os rumos dos mercados. No Brasil, ele espera que a moeda volte a ser negociada entre 4,50 reais e 5 reais, já projetando um cenário com corte de juros de 25 pontos bases , para uma taxa Selic de 3,5% ao ano.

“[O dólar acima de 5 reais] está ligado ao movimento de instabilidade no mundo. Voltando a economia, a produção, não tem como o dólar conseguir se sustentar nesse nível”, disse Freitas.

Apesar de vislumbrar um dólar abaixo de 5 reais quando a economia voltar ao normal, ele vê alguns obstáculos no caminho. “O auxílio do governo ainda não chegou nas empresas. Isso deixa elas com um ponto de  interrogação muito forte. Quanto mais tempo demorar, mais vai ser o sofrimento.”

A instabilidade da política interna também o preocupa. Segundo ele, se os ruídos sobre a saída do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta tivessem sido confirmados, o cenário no mercado interno seria “completamente diferente”.

“Tendo em vista que foi apaziguado ontem, voltou a andar [positivamente] parecido mercado internacional”, disse.

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Economia

Grupos pedem alívio de dívida de países pobres atingidos por vírus

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Campanha pede cancelamento dos pagamentos da dívida de 69 países neste ano, estimando liberação de mais de 25 bilhões de dólares

Pessoas com máscara em Joannesburgo, na África do Sul: China é o maior credor bilateral da África (Siphiwe Sibeko/Reuters)

Quase 140 grupos e instituições de caridade pediram ao Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial, Grupo das 20 principais economias (G20) e credores privados nesta terça-feira para ajudarem os países mais pobres do mundo na crise do novo coronavírus, cancelando pagamentos de dívida.

A reunião, encabeçada pela Jubilee Debt Campaign, sediada no Reino Unido, ocorre um dia antes da reunião do G20 encarregada de definir a resposta de coronavírus aos países em desenvolvimento.

Separadamente, o ministro das Finanças do Gana, Ken Ofori-Atta, que preside o Comitê de Desenvolvimento que assessora o FMI e o Banco Mundial, pediu à China – o maior credor bilateral da África – a fazer mais para aliviar seu peso da dívida.

A campanha da Jubilee Debt pede o cancelamento imediato dos pagamentos da dívida de 69 países pobres pelo resto do ano, inclusive para credores privados, estimando uma liberação de mais de 25 bilhões de dólares para os países ou 50 bilhões de dólares se estendido até 2021.

Também pede para que o cancelamento de dívidas ou o financiamento adicional fique livre de condições de política econômica, como austeridade, e que o G20 apoie regras de emergência que impediriam que países mais pobres fossem processados por credores privados.

“Os países em desenvolvimento estão sendo atingidos por um choque econômico sem precedentes e, ao mesmo tempo, enfrentam uma emergência de saúde urgente”, disse Sarah-Jayne Clifton, diretora da Jubilee Debt Campaign.

Os principais governos e instituições já estão pressionando por algumas das medidas que os grupos estão pedindo.

O FMI está disponibilizando 50 bilhões de dólares de seu instrumento de financiamento de emergência e cerca de 80 países já pediram ajuda. O Banco Mundial também aprovou um pacote de resposta ao Covid-19 de 14 bilhões de dólares.

As instituições também estão fazendo um esforço conjunto para que os credores bilaterais oficiais permitam que os países de baixa renda suspendam seus pagamentos de dívida por 14 meses a partir do início de maio.

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