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terça-feira, 17/02/2026

Como Proteger Seu Celular de Golpes no Carnaval 2026

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O Carnaval de 2026 será um momento em que muitas pessoas podem ser vítimas de golpes virtuais no celular, principalmente em festas cheias e com muitas transações financeiras rápidas. Mesmo sem que alguém tire o aparelho fisicamente, ele pode ser uma forma fácil para criminosos entrarem em aplicativos bancários e gastarem todo o dinheiro em poucos minutos.

Os golpes durante o Carnaval não acontecem só pessoalmente, com maquininhas de cartão falsas. Redes wi-fi falsas e truques para enganar as pessoas, nos quais os golpistas tentam convencer as vítimas a revelar senhas e informações pessoais, estão causando muitos problemas com invasões e prejuízos financeiros.

José Oliveira, diretor de Tecnologia na Certta, empresa que cria soluções para evitar fraudes, explica que grandes eventos como o Carnaval são ambientes perfeitos para esses crimes. “Há uma mudança na rotina, as pessoas tomam decisões rápidas e sentem pressa, o que atrapalha pensar direito. É isso que os golpistas aproveitam”, diz Oliveira.

Ele aponta que o risco aumenta por causa da grande quantidade de gente reunida, o que facilita o roubo e esconde os criminosos; pela mudança na rotina, que faz as transações parecerem fora do normal e dificulta os alertas automáticos; e pelas decisões feitas com emoção, com pressa e distração, que fazem as pessoas prestarem menos atenção aos detalhes.

O celular é o alvo principal porque guarda os aplicativos bancários, carteiras digitais, redes sociais e e-mails. Isso permite que os golpistas, ao conseguir desbloquear o aparelho ou quebrar a senha, façam transferências via Pix, peçam empréstimos, mudem senhas ou recuperem acessos pelo e-mail ou SMS.

Antes de sair para o Carnaval, Oliveira aconselha ativar reconhecimento facial ou digital nos apps do banco; usar o “modo seguro” ou “modo rua” que alguns bancos oferecem; desligar o pagamento por aproximação em lugares cheios; reduzir o limite do Pix temporariamente; saber como apagar o celular à distância, seja Android ou iPhone; e não guardar grandes quantias em apps financeiros em celulares usados ocasionalmente.

Os golpes mais comuns incluem redes wi-fi falsas em blocos, cafés, shoppings e aeroportos, onde os criminosos criam redes abertas com nomes parecidos com os oficiais para roubar dados. Para evitar, é melhor usar dados móveis (4G ou 5G) e não acessar aplicativos bancários em wi-fi público.

Os golpes por manipulação psicológica envolvem mensagens ou ligações urgentes, como avisos de “compra suspeita” ou “problema no cartão”, que pressionam para decisões rápidas. A dica é fazer uma pausa antes, desconfiar de avisos urgentes e confirmar somente em canais oficiais.

A inteligência artificial tem facilitado golpes mais sofisticados, como deepfakes que imitam voz e rosto e perfis falsos muito realistas. As empresas usam sistemas que analisam riscos cruzando dados de localização, tipo de aparelho e modo de comportamento, mas a mudança de hábitos durante o Carnaval, como viagens, dificulta essas análises.

Se o celular for roubado, é importante agir rápido: bloquear o aparelho pela operadora ou serviços como Celular Seguro; apagar dados remotamente pelo Google ou Apple; informar o banco para bloquear contas e cartões; fazer um boletim de ocorrência; e mudar as senhas dos e-mails e redes sociais.

José Oliveira dá uma dica importante: “Antes de digitar senha, clicar em link ou confirmar pagamento, pare por alguns segundos”. Ele lembra que na festa e multidão a tecnologia ajuda, mas a maior proteção contra golpes é o cuidado do usuário.

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