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quinta-feira, 26/03/2026

Como agir em uma crise de epilepsia e ajudar de forma segura

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Jéssica Sousa teve sua primeira crise de epilepsia aos 16 anos, com episódios que passaram a acontecer a cada três dias, mudando totalmente sua vida. No começo, sua família não compreendia o que se passava, e ela mesma demorou a aceitar a condição, recusando o uso dos remédios. Hoje, com 36 anos, Jéssica faz acompanhamento no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), que é gerenciado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF).

Na quinta-feira (26), é comemorado o Dia Mundial de Conscientização sobre a Epilepsia, o Purple Day. A data busca aumentar o entendimento, combater preconceitos e orientar as pessoas sobre como agir diante da doença. A epilepsia é um problema neurológico crônico, caracterizado por alterações temporárias na atividade do cérebro, provocando crises por causa de descargas elétricas desorganizadas. Segundo a Associação Brasileira de Epilepsia, cerca de 50 milhões de pessoas vivem com a doença ao redor do mundo.

O chefe da Neurologia do Hospital de Base, André Ferreira, explica que as crises podem aparecer de formas diferentes, indo desde um olhar desviado e pequenas mudanças na consciência até convulsões fortes, com contrações nos membros, gritos e perda do controle do corpo. Ele destaca que durante uma crise o paciente fica incapacitado e vulnerável, por isso é muito importante que quem estiver por perto saiba o que fazer.

Para ajudar nesses momentos, especialistas indicam o protocolo C.A.L.M.A., que traz medidas simples de primeiros socorros. Entre as principais orientações estão proteger a pessoa para que ela não caia, colocá-la de lado para facilitar a respiração, permanecer ao lado dela enquanto a crise durar, manter a calma e não tentar intervenções erradas.

André Ferreira alerta que atitudes equivocadas ainda são comuns e podem piorar a situação. As convulsões aumentam o risco de morte e podem acontecer a qualquer hora, inclusive durante atividades diárias. Saber agir corretamente diminui as chances de machucados e ajuda a preservar a vida da pessoa.

Jéssica só passou a encarar a epilepsia com responsabilidade depois de uma situação muito difícil, na qual achou que poderia morrer, percebendo a importância de seguir o tratamento certinho.

Além das dificuldades físicas, a epilepsia traz preconceitos que afetam a vida social. Pesquisas mostram que pacientes têm maior risco de ansiedade e depressão, além de problemas nas relações pessoais. André Ferreira reforça que é uma doença que causa sofrimento e precisa de apoio e compreensão, não julgamento.

Informações fornecidas pelo IgesDF.

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