Brasília (DF) – A administração dos recursos gerados pela venda da Eletrobras foi reforçada com a criação de comitês gestores pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). Esses grupos direcionam os investimentos para a recuperação das bacias hidrográficas, com o objetivo de restaurar o meio ambiente, aumentar a quantidade de água nos rios e melhorar o funcionamento das barragens das usinas hidrelétricas, sem prejudicar os usos prioritários da água.
Foram criados dois comitês principais: o Comitê Gestor da Conta do Programa de Revitalização dos Recursos Hídricos das Bacias Hidrográficas do Rio São Francisco e do Rio Parnaíba (CPR São Francisco e Parnaíba) e o Comitê Gestor da Conta do Programa de Revitalização dos Recursos Hídricos na Área de Influência dos Reservatórios das Usinas Hidrelétricas de Furnas (CPR-Furnas). Esses comitês são responsáveis por decidir como o dinheiro será gasto e contam com representantes de vários ministérios, como Agricultura e Pecuária, Meio Ambiente e Mudança do Clima, Minas e Energia, além da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente.
“Os comitês gestores facilitam a gestão integrada, promovendo o uso múltiplo das águas, a resiliência climática e a segurança hídrica”, explicou Nelton Friedrich, diretor do Departamento de Revitalização de Bacias Hidrográficas e Planejamento em Segurança Hídrica (DRHB) do MIDR. As ações unem a recuperação ambiental à inclusão social e ao desenvolvimento produtivo.
Cada ano, a Eletrobras deposita R$ 350 milhões na conta da CPR São Francisco e Parnaíba e R$ 230 milhões na CPR-Furnas, por um período de dez anos. Os valores de 2023, 2024 e 2025 já foram pagos, somando um total de R$ 1,33 bilhão, incluindo os rendimentos.
Desde agosto de 2023, os comitês aprovaram oito resoluções e 188 projetos, totalizando cerca de R$ 4,5 bilhões em investimentos. Desse total, 147 projetos, no valor de R$ 2,8 bilhões, são para as bacias dos rios São Francisco e Parnaíba, enquanto 41 ações, somando R$ 1,67 bilhão, são para as áreas próximas às usinas de Furnas, abrangendo estados como Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo.
Esses investimentos vão aumentar a quantidade de água disponível para vários usos e tornar o funcionamento das barragens mais flexível, contribuindo para a segurança hídrica, proteção ambiental e o desenvolvimento das regiões. As informações foram fornecidas pelo Governo Federal.
