Em 2025, 80 mulheres perderam a vida no Rio Grande do Sul devido à violência. A Comissão Externa da Câmara dos Deputados que investiga os feminicídios no estado se reunirá nesta terça-feira (24), às 14 horas, no plenário 4, para votar o relatório elaborado pela deputada Maria do Rosário (PT-RS).
Durante uma entrevista à Rádio Câmara, a relatora enfatizou que, embora tenham avaliado casos específicos do Rio Grande do Sul, a violência contra mulheres é uma questão presente em todo o país e requer tanto punições severas quanto mudanças culturais profundas.
O parecer apresentado por Maria do Rosário inclui 95 sugestões para que os governos federal e estadual se comprometam efetivamente a diminuir o número de mortes por feminicídio. Ela destacou a ausência de políticas eficazes e integradas no Rio Grande do Sul e no Brasil para interromper esses crimes.
“Queremos um aumento dos investimentos. É exagero valorizar a vida das mulheres? Temos menos direitos? Nossa vida vale menos?”, questionou a deputada ao apresentar o relatório no dia 10.
A comissão foi criada no ano anterior, após o registro de 11 casos de feminicídio durante a Páscoa no estado. Desde então, o grupo tem monitorado as medidas aplicadas para combater essa violência.
No ano de 2025, foram 80 mortes de mulheres no Rio Grande do Sul, enquanto no Brasil o número alcançou 1.518, o que representa cerca de quatro mulheres assassinadas diariamente.
Diante deste cenário, o governo lançou recentemente o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio.
Outro ponto enfatizado é a necessidade de incluir a educação como ferramenta contra a violência. Conforme relatado, “é vital inserir essa temática nas escolas, na sociedade e nos meios de comunicação. Campanhas de conscientização são importantes, porém não suficientes. É necessária uma ação contínua e fundamentada na educação para construir uma sociedade livre de violência, baseada em igualdade e respeito genuíno entre homens e mulheres.”

