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sexta-feira, 09/01/2026

Comissão aprova programa para combater o cyberbullying em pessoas com deficiência

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Em Brasília

Geraldo Resende priorizou ações educativas para combater o cyberbullying.

A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência aprovou, em dezembro, um projeto que institui o Programa de Combate ao Cyberbullying direcionado a pessoas com deficiência.

O propósito do programa é garantir um ambiente digital mais seguro, inclusivo e acessível para essas pessoas, prevenindo e combatendo o assédio, a discriminação e o discurso de ódio na internet.

O texto define o cyberbullying contra pessoas com deficiência como qualquer comportamento hostil, discriminatório ou ofensivo praticado contra esse grupo por meio das tecnologias digitais e redes sociais.

Medidas obrigatórias

  • Desenvolvimento contínuo de campanhas de conscientização e educação digital;
  • Criação de canais acessíveis para que as vítimas possam denunciar e receber apoio;
  • Capacitação de agentes públicos para identificar e combater o cyberbullying.

Prevenção e acessibilidade

O governo federal poderá estabelecer parcerias com plataformas digitais e entidades representativas para produzir e divulgar mensagens educativas sobre respeito e cidadania digital.

Educação digital

O relator do projeto, deputado Geraldo Resende (PSDB-MS), apresentou um substitutivo ao Projeto de Lei 2534/25, originalmente do deputado Leo Prates (PDT-BA), ampliando o escopo para incluir a educação digital, a acessibilidade e a governança cooperativa, envolvendo a sociedade civil e o setor privado.

O texto inicial previa sanções para agressores identificados, como advertência e suspensão temporária ou permanente das contas nas redes sociais, mas o relator preferiu destacar medidas pedagógicas e preventivas.

Próximos passos

A proposta seguirá para análise conclusiva na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e, para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

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