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domingo, 18/01/2026

Comissão aprova inclusão da violência religiosa como violência psicológica contra a mulher

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Laura Carneiro destaca que a mudança fortalece a proteção contra o desrespeito às crenças e práticas das mulheres

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que reconhece a violência de natureza religiosa como uma forma de violência psicológica contra a mulher.

O projeto modifica a Lei Maria da Penha, que define violência psicológica como qualquer ação que cause dano emocional e reduza a autoestima da mulher, através de ameaça, constrangimento, ridicularização, exploração ou outros meios que comprometam sua saúde psicológica e sua autodeterminação.

A nova redação, proposta pela relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), altera o termo “violência espiritual” do Projeto de Lei 4591/24, de autoria do deputado Beto Richa (PSDB-PR), para “violência de natureza religiosa”.

Laura Carneiro ressalta que, dado a grande influência das crenças religiosas na sociedade brasileira, a Lei Maria da Penha deve explicitar as diferentes crenças das mulheres. A modificação visa proteger as mulheres contra o desrespeito a suas crenças e práticas cotidianas, como frequentar cultos, se comportar de determinadas maneiras ou usar trajes religiosos.

O projeto segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, precisa ser aprovado por deputados e senadores.

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