O Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) divulgou o relatório anual de Comércio Exterior do Distrito Federal referente a 2025. As exportações do DF atingiram US$ 316,8 milhões, aumento de 6% em relação a 2024, com 321 produtos vendidos para 122 países.
A balança comercial mostrou um déficit de US$ 1,94 bilhão, 45,2% maior que no ano passado. A soma das exportações e importações alcançou US$ 2,6 bilhões, um crescimento de 33,1%, o que mostra um maior movimento nas relações internacionais.
As importações somaram US$ 2,3 bilhões, crescendo 38,1% em comparação a 2024. A maior parte veio de produtos farmacêuticos, químicos e botânicos, evidenciando a importância do DF nas compras públicas, especialmente na saúde. Os principais países fornecedores foram os Estados Unidos (21,6%), Alemanha (20,6%) e Bélgica (11,4%).
Na agroindústria, a indústria de transformação liderou as exportações, representando 61,1% do total, equivalente a US$ 218,8 milhões. A extração mineral teve um aumento expressivo de 132,7%. Os principais produtos exportados foram soja, peito de frango desossado e querosene de aviação. China (25,6%) e Arábia Saudita (24%) foram os principais destinos.
Quanto ao câmbio, o real valorizou-se frente ao dólar, que caiu 10,6% e terminou o ano a R$ 5,45, favorecendo as importações. Os dados de 2025 refletem a dinâmica econômica do DF, unindo atividades administrativas, compras governamentais estratégicas e exportações agroindustriais. Apesar do déficit maior, mostra uma economia local mais integrada ao mercado global.

