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Saúde

Comemos menos quando o cardápio traz as calorias, comprova estudo

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As mulheres podem consumir até 75 calorias a menos que o habitual quando o restaurante fornece a informação nutricional das refeições

De acordo com os pesquisadores, a informação nos cardápios pode fazer a diferença no que diz respeito à educação alimentar daqueles que comem fora regularmente. (iStockphoto/Getty Images)

Emagrecer pode ser um problema para quem precisa comer fora com frequência. No entanto, segundo pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Sydney, na Austrália, isso poderia ser evitado caso as informações nutricionais das refeições constassem nos cardápios dos restaurantes.

De acordo com o novo estudo publicado no periódico Journal of Retailing, as mulheres chegam a comer 75 calorias a menos quando a unidade de medida é informada. Essa escolha por refeições menos calóricas também foi percebida entre os aqueles que estão acima do peso, de ambos os sexos, que tendem a ingerir 67 calorias a menos quando são informados.

Já entre os homens essa redução não foi tão significativa. Embora o teor calórico serva como um alerta, segundo os pesquisadores, para os homens a informação no cardápio não parece chamar tanta atenção.

Educação alimentar

Para Natalina Zlatevska, principal autora do estudo, a informação nos cardápios pode fazer a diferença no que diz respeito à educação alimentar daqueles que comem fora regularmente. “Cada vez mais pessoas fazem suas refeições fora de casa e tornar esses consumidores mais conscientes de suas escolhas é um bom começo”, disse ela ao tabloide britânico Daily Mail.

No estudo, os pesquisadores revisaram outras 186 pesquisas sobre o assunto e em mais de dois terços delas os participantes mostravam uma redução de, em média, 27 calorias do consumo habitual quando viam as informações nos cardápios. Nesses testes, os resultados variaram entre uma a 400 calorias.

Legislação

Nos Estados Unidos, conforme anunciou a FDA, agência que regula medicamentos e alimentos no país, a partir de 2018 todos os restaurantes deverão apresentar as calorias de cada prato oferecido nos cardápios com o objetivo de reduzir a obesidade. No Brasil, a proposta de lei que obriga restaurantes a informar calorias foi aprovada pela Câmara e tramita em caráter conclusivo no Senado.

“O argumento dos legisladores é que os consumidores desconhecem ou subestimam o conteúdo nutricional dos alimentos que estão comprando”, disseram os pesquisadores do recente estudo.

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Saúde

Novo coronavírus pode infectar células do coração, mostra estudo da USP

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Cientistas da Universidade de São Paulo (USP) estão investigando o impacto da covid-19 no corpo humano para melhorar o desenvolvimento de remédios

Coronavírus: doença pode afetar também o coração e não somente os pulmões (Getty Images/Getty Images)

Além dos pulmões, do cérebro e dos intestinos, o novo coronavírus pode infectar células que compõem o músculo do coração, os cardiomiócitos, aponta uma pesquisa feita por Cientistas da Plataforma de Triagem Fenotípica, do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP) em parceria com o Instituto de Biociências (IB) da universidade.

O grupo de pesquisadores estava investigando células Vero infectadas com o vírus (originárias de rins de macaco, comumente utilizadas nesse tipo de estudo) desde o fim de março e agora estão adaptando a plataforma para estender os testes também às celulas do coração, segundo publicação no Jornal da USP. Os cardiomiócitos utilizados no teste foram modelos celulares mais próximos aos humanos e foram obtidos com pesquisadores do LaNCE – Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias do Instituto de Biociências (IB) da USP.

Uma das ideias dos cientistas é descobrir como o vírus se comporta para realizar o teste de novos remédios contra a covid-19 e outras doenças, como a chagas, o que, de acordo com eles, “pode otimizar a pesquisa e diminuir a espera para ensaios em humanos”.

Lúcio Freitas Junior, coordenador do laboratório onde a pesquisa foi realizada, identifica os testes de medicamentos em células humanas normais como um dos grandes desafios para o descobrimento dos remédios. Para ele, o uso de células humanas no estudo de patógenos é o “ideal”, visando a variação do comportamento do vírus em diversos “tipos celulares e organismos”.

Enquanto isso não é possível, os modelos celulares podem funcionar bem.

Assim que os medicamentos potenciais contra a SARS-CoV-2 forem encontrados, os resultados serão avaliados e estudos preliminares serão feitos em humanos — ainda não há estimativa de quanto tempo a próxima etapa levará.

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Saúde

OMS divulga novas orientações para fazer máscaras caseiras

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Máscaras devem ter camada externa com material resistente à água; uma camada interna, que absorva; e uma intermediária, para agir como um filtro

Máscaras: OMS diz que elas devem ser usadas em locais com muita transmissão da covid-19 e dificuldades para o distanciamento físico (Natalia Fedosenko/Getty Images)

A Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou nesta sexta-feira, 5, diretrizes atualizadas para o uso de máscaras não médicas, que podem ser feitas em casa, segundo a própria entidade.

“Baseando-se em nova pesquisa, a OMS recomenda que as máscaras fabricadas devem consistir de ao menos três camadas, de diferente material”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante entrevista coletiva.

A OMS diz que elas devem ser usadas em locais com muita transmissão da covid-19 e dificuldades para o distanciamento físico, sobretudo por pessoas com mais de 60 anos ou doenças pré-existentes.

Segundo as diretrizes divulgadas hoje, as máscaras devem ter:

  • mais interna, que absorva a água; e uma intermediária, para agir como um filtro.

As máscaras devem ainda necessariamente cobrir o nariz, a boca e o queixo. É preciso colocá-la com as mãos limpas e evitar tocá-las durante o uso. Caso toque nelas, o usuário deve limpar novamente as mãos, recomenda a OMS.

Após o uso, o recomendado é retirar a máscara a partir das faixas laterais nas orelhas, sem tocar o centro dela, e de qualquer modo é preciso lavar novamente as mãos depois desse procedimento.

Além de atualizar diretrizes, a OMS recomenda agora que profissionais de saúde em áreas com casos de novo coronavírus usem máscaras durante o trabalho sempre, mesmo que não lidem diretamente com pacientes da covid-19.

De qualquer modo, o comando da OMS ressaltou na coletiva que o uso de máscaras não substitui outras medidas para conter a doença, como o distanciamento social e a higiene das mãos.

As máscaras em si não protegerão você da covid-19”, disse Ghebreyesus e a OMS também lembrou que elas funcionam mais para evitar disseminar a doença do que para não pegá-la.

Caso uma pessoa doente e isolada tenha que deixar o confinamento é crucial que ela use uma máscara médica. Além disso, pessoas que cuidam de um doente em casa devem usar uma máscara médica se estiverem no mesmo ambiente, afirmou Ghebreyesus.

 

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Saúde

Com duas novas mortes por coronavírus, DF chega a 178 óbitos

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A capital do país também registrou mais 231 novos casos da Covid-19 em relação ao balanço anterior. Agora, são 12.251 infectados

Covid-19

Com mais duas mortes por coronavírus registradas no início da tarde desta quinta-feira (04/06), o Distrito Federal tem agora 178 vítimas da Covid-19. Os mais recentes óbitos a entrarem na estatística do Governo do Distrito Federal (GDF) são de moradores do Gama e de Sobradinho.

Se somados os 15 residentes de outras unidades da Federação que foram internados e morreram no DF, a quantidade de óbitos chega a 193.

Foram contabilizados 231 novos casos confirmados da doença em relação ao balanço anterior, divulgado na noite dessa quarta-feira (03/06), que indicava 12.020 infectados. Com os mais recentes contaminados, o número de doentes chega a 12.251.

Entre os 12.251 infectados, 6.919 (56,5%) se recuperaram. A Secretaria de Saúde do DF considera como recuperados aqueles pacientes que tiveram os primeiros sintomas há mais de 14 dias e não estão hospitalizados.

Da maioria das pessoas diagnosticadas com a Covid-19 em território brasiliense, 6.339 (51,7%) são homens. A doença contaminou 5.912 (48,3%) mulheres.

Os dados são do Painel Covid-19, do GDF, atualizado às 12h.

 

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Saúde

Médico suspeito de desviar respiradores da rede pública é afastado da direção do Iges-DF

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Nesta quarta-feira (3), operação investigou esquema de revenda de equipamentos liderado por Fabiano Duarte Dutra. G1 tenta contato com defesa.

Médico Fabiano Dutra, quando foi preso, em 2016 — Foto: Mara Puljiz/TV Globo

O Instituto de Gestão Estratégica do Distrito Federal (Iges-DF) decidiu afastar o médico Fabiano Duarte Dutra do cargo de diretor da organização. A medida ocorre após o servidor ser apontado pela Polícia Civil (PCDF) como um dos chefes de um esquema de desvio de respiradores da Secretaria de Saúde.

Dutra é investigado pela Operação In Rem Suam, deflagrada nesta quarta-feira (3) pela PCDF em parceria com o Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT). A suspeita é de que equipamentos hospitalares da rede pública estariam sendo desviados de hospitais e revendidos a terceiros ao próprio GDF por meio de empresas.

Segundo a investigação, a suposta fraude ocorreu durante compras emergenciais autorizadas pelo governo durante a pandemia do novo coronavírus. Nesses casos, a aquisição é feita sem licitação.

Em nota ao G1, o advogado do médico, Cleber Lopes, informou que o afastamento ocorre “para resguardar a defesa”. Ele afirmou que “não há nenhuma prova de furto” e que tem “convicção de que o inquérito será arquivado “.

Hospital Regional de Santa Maria, no Distrito Federal — Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília

Hospital Regional de Santa Maria, no Distrito Federal — Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília

Afastamento

Segundo o Iges-DF, além de afastar o servidor, o instituto instaurou uma apuração interna “para averiguar qualquer fato que possa prejudicar a instituição”. Veja íntegra da nota:

“O IGESDF informa que o investigado já foi afastado do cargo e, por intermédio da Assessoria de Compliance, foi instaurada uma apuração interna para averiguar qualquer fato que possa prejudicar a instituição.

O IGESDF reforça que a gestão é pautada pela transparência, não tolera irregularidades e todos os dados necessários serão repassados à equipe que conduz a operação.

Ressalta, ainda, que não adquiriu insumos ou equipamentos com as empresas investigadas”.

Máfia das Próteses

Em outubro de 2016, Fabiano Dutra foi preso em outra operação, que apurava a existência de uma suposta Máfia das Próteses.

Na época, uma denúncia anônima levou a polícia até o Parque Ecológico Dom Bosco, onde agentes identificaram papéis, pendrives e HDs destruído – os pertences seriam supostas provas. Câmeras de segurança mostraram o médico chegando e saindo de carro.

“Havia prontuários médicos, nome de outros funcionários do hospital, documentos indicando existência de repasses médicos e nome de planos de saúde”, afirmou à época o delegado Adriano Valente, que estava à frente da investigação.

O médico era coordenador de Ortopedia da Secretaria de Saúde e também atuava em um dos estabelecimentos então investigados como médico cirurgião.

Segundo o advogado dele, o médico não queimou provas. Apenas decidiu dar fim a documentos pessoais que ocupavam a casa dele.

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Saúde

Mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave crescem 1.023% no DF em meio à pandemia

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Até 23 de maio deste ano, foram 266 óbitos contra 26 em período similar no ano passado. Estatísticas incluem mortes por Covid-19, que representam 31% do total.

Testagens de amostras para vírus respiratórios pela Secretaria de Saúde do DF — Foto: Breno Esaki/Agência Saúde

Dados da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) apontam que 266 moradores do DF morreram por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) até o dia 23 de maio deste ano. O número representa crescimento de 1.023% em relação ao registrado até 1º de junho do ano passado, quando houve 26 notificações.

A SRAG é um diagnóstico clínico que reúne sintomas graves de infecções virais – incluindo febre, dor de garganta e falta de ar (saiba mais abaixo). Por isso, entram nas estatísticas pacientes infectados por vírus como o da gripe ou pela Covid-19.

Entre as 266 mortes por SRAG até 23 de maio, 85 apresentaram resultado positivo para o novo coronavírus, o que representa 31% do total. A maioria dos óbitos, no entanto, teve causa registrada como síndrome não especificada. Veja:

  • SRAG não especificada: 157 mortes
  • SARS-CoV-2 (Coronavírus): 85 mortes
  • Outros vírus respiratórios: 13 mortes
  • Em investigação: 2 mortes
  • Por influenza: 3 mortes
  • Outros vírus: 6 mortes

Segundo a Secretaria de Saúde, “todos os casos com coleta de amostra respiratória foram testados primeiramente para o novo coronavírus. Quando o resultado é negativo, o Lacen [Laboratório Central de Saúde Pública] realiza o teste de outros vírus”.

“O resultado negativo, não garante que realmente não houve infecção, porque outras questões precisam ser avaliadas, como o período e a coleta adequada da amostra”, diz a pasta.

Além do coronavírus, as amostras dos pacientes passam por testagem para diagnósticos como influenza A (H1N1), rinovírus, adenovírus, entre outros.

Disparada em março

O número de casos e mortes por SRAG saltou a partir de março deste ano, quando o DF confirmou o primeiro caso da Covid-19 – no dia 7 daquele mês.

A capital contabilizou 1.819 registros de SRAG entre moradores do DF até 23 de maio deste ano, um aumento de 86% se comparado ao mesmo período do ano passado, quando houve 978 registros.

SRAG sem vírus identificado

Das 1.819 notificações de SRAG neste ano, 914 não tiveram o vírus identificado, ou seja, metade dos registros. No mesmo período do ano passado, os casos de síndrome sem especificação representavam 30% do total (291 de 978).

Entre os pacientes com SRAG em 2020, 445 testaram positivo para coronavírus. Esse número representa também a quantidade de pacientes com Covid-19 que precisaram ser hospitalizados, já que a SRAG caracteriza o estado grave da doença. Veja a relação abaixo:

  • SRAG não especificada: 914
  • SARS-CoV-2 (Coronavírus): 445
  • Outros vírus respiratórios: 245
  • Em investigação: 163
  • SRAG por influenza: 34
  • Outros vírus: 18
Teste coronavírus no DF.  — Foto:  Leopoldo Silva/Agência Senado

Teste coronavírus no DF. — Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado

Há ainda os casos em que não houve amostra coletada para análise. Neste ano, foram 114 registros, ou seja 12% do total dos casos sem especificação. Em período equivalente no ano passado, foram 162.

Idade dos pacientes

Em 2019, 72% dos casos da síndrome ocorreram entre crianças com menos de um ano. Já neste ano, a SRAG passou a atingir todas as faixas etárias e os registros em crianças de até dois anos não chegam nem a 20% do total (veja abaixo). As mortes estão principalmente entre os maiores de 60 anos.

Pacientes com SRAG em 2020

Idade Casos
Menor de 2 anos 139
2 a 10 anos 68
11 a 19 anos 8
20 a 29 anos 30
30 a 39 anos 75
40 a 49 anos 103
50 a 59 anos 100
60 a 69 anos 92
70 a 79 anos 57
Mais de 80 anos 52

De acordo com o infectologista José David Urbaéz, a prevalência da síndrome em crianças, em situações comuns, se deve principalmente ao “vírus sincicial respiratório”, comum na faixa etária e que coloca menores de até dois anos no grupo de risco nas campanhas vacinais da influenza.

O especialista também explica que a falta de diagnóstico em casos de SRAG é comum, já que eles incluem uma série de vírus. “Muitas vezes pode ser também um virose sazonal que esteja circulando, que ataca o tecido pulmonar. Todos os anos lidamos com vírus diferentes”, afirma.

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Saúde

Começam testes de primeira terapia de anticorpos contra novo coronavírus

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Pesquisadores canadenses estudaram mais de 5 milhões de células de pacientes curados da covid-19 para criar a droga

reprodução/Veja

A companhia canadense Eli Lilly começou os testes em seres humanos de um tratamento com anticorpos contra o novo coronavírus. A droga foi desenvolvida pela empresa junto ao centro de pesquisa sobre vacinas do governo dos Estados Unidos e com a AbCellera.

O medicamento foi criado com base na análise de 5 milhões de células do sistema imune de pacientes que se recuperaram da covid-19.

Os testes serão conduzidos por pesquisadores com um grupo de controle, em que uma parte dos participantes recebe um placebo, enquanto a outra recebe o medicamento. Nesta etapa de testes, 32 pacientes estarão envolvidos. O teste, vale notar, não é o mais cientificamente eficiente devido à baixa amostragem e à ausência de uma técnica mais sofisticada de testagem, como a abordagem chamada duplo-cego, na qual nem pesquisadores nem pacientes sabem qual medicamento é testado.

“Essa é a primeira terapia personalizada apresentada para a covid-19”, afirma, em nota, Carl Hansen, cofundador e presidente da AbCellera, empresa canadense dedicada à pesquisa e inovação sobre terapias e vacinas. Hansen foi anteriormente professor estudando microssistemas e nanotecnologia na Universidade da Colúmbia Britânica. “Devido aos anos de trabalho em nossa tecnologia, especificamente para resposta a pandemias, estávamos em posição de fazer a diferença.”

Até o momento, nenhuma terapia ou vacina tem aprovação clínica ou aval da Organização Mundial da Saúde para ser aplicada especificamente a pacientes infectados pelo novo coronavírus.

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