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quinta-feira, 09/04/2026

Começa julgamento da chacina no DF

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O julgamento de cinco acusados pela chacina que causou a morte de 10 pessoas da mesma família no Distrito Federal tem início nesta segunda-feira, 13 de abril, às 9h, no Fórum de Planaltina. Os réus são Gideon Batista de Menezes, Horácio Carlos Ferreira Barbosa, Carlomam dos Santos Nogueira, Fabrício Silva Canhedo e Carlos Henrique Alves da Silva. Eles respondem por homicídio qualificado, extorsão, roubo, sequestro, constrangimento ilegal, fraude processual, corrupção de menores, ocultação e destruição de cadáver, entre outros crimes.

Os crimes aconteceram entre outubro de 2022 e janeiro de 2023. As investigações mostraram que o grupo planejava tomar posse da chácara Quilombo, no Itapoã, pertencente a Marcos Antônio Lopes de Oliveira, e roubar dinheiro da família dele. O plano inicial era matar Marcos e sequestrar os membros da família.

Em 27 de dezembro de 2022, Gideon, Horácio e Carlomam, acompanhados de um adolescente, renderam Marcos, sua esposa Renata Juliene Belchior e sua filha Gabriela Belchior de Oliveira na casa da família. Eles roubaram cerca de R$ 49,5 mil e levaram as três vítimas para um cativeiro no Vale do Sol, em Planaltina. Lá, Marcos foi assassinado por Gideon e Horácio, e seu corpo foi enterrado com ajuda de Carlomam e do adolescente. As mulheres foram mantidas vivas no cativeiro.

Na manhã seguinte, Fabrício ficou de vigiar o cativeiro. O adolescente fugiu, e Renata e Gabriela foram ameaçadas para entregar senhas dos celulares e contas bancárias. Com os aparelhos, o grupo monitorou Cláudia da Rocha Marques, ex-esposa de Marcos, e Ana Beatriz Marques de Oliveira, filha dele, com o objetivo de atrair e roubar R$ 200 mil de uma venda de lote.

Entre 2 e 4 de janeiro de 2023, Gideon, Horácio e Carlomam renderam Cláudia e Ana Beatriz em casa, amarraram-nas e as levaram para o cativeiro. Elas também foram forçadas a entregar senhas. Com os celulares, o grupo identificou Thiago Gabriel Belchior de Oliveira, filho de Marcos e Renata, como uma ameaça e decidiu matá-lo.

Em 12 de janeiro, usando os celulares das vítimas, atraíram Thiago até a Chácara Quilombo, onde foi rendido por Carlomam e Carlos Henrique, com Horácio fingindo ser vítima. Thiago foi levado para o cativeiro e ameaçado para fornecer a senha do celular. Com acesso ao aparelho, contataram Elizamar, esposa de Thiago, atraindo-a ao local junto com seus três filhos pequenos. Todos foram amarrados e levados a Cristalina, em Goiás, onde foram estrangulados até a morte. Os corpos foram queimados dentro do carro de Elizamar.

De volta ao cativeiro, Gideon, Horácio e Carlomam decidiram eliminar as outras vítimas para esconder os crimes. Em 14 de janeiro, Renata e Gabriela foram levadas a Unaí, em Minas Gerais, estranguladas e os corpos queimados. Fabrício, após desentendimento, abandonou o grupo.

No dia 15 de janeiro, Gideon ordenou que Horácio e Carlomam matassem Cláudia, Ana Beatriz e Thiago. Eles foram levados a uma cisterna próxima ao cativeiro e executados com facadas, e os corpos escondidos no local. Fabrício e Horácio voltaram ao cativeiro e incendiaram objetos das vítimas para atrapalhar as investigações.

A denúncia foi feita pela Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri de Planaltina, processo número 0700144-92.2023.8.07.0021.

*Com informações do MPDFT

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