O comandante da lancha que afundou em Manaus foi preso pela Polícia Civil na noite de ontem. Pelo menos duas pessoas morreram e sete ainda estão desaparecidas.
Ele foi resgatado junto com outros passageiros e levado à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros para prestar depoimento.
O acidente aconteceu ontem à tarde perto do Encontro das Águas, em Manaus. Após o naufrágio, os passageiros ficaram à deriva. O Corpo de Bombeiros conseguiu salvar 71 pessoas.
A lancha era operada pela empresa Lima de Abreu Navegações, que declarou ter tomado todas as providências para ajudar as vítimas e suas famílias desde o início.
A embarcação saiu de Manaus com destino a Nova Olinda do Norte, uma cidade do interior do estado. No local conhecido como Encontro das Águas, o Rio Negro e o Rio Solimões correm lado a lado sem se misturar por vários quilômetros, sendo uma atração turística da capital do Amazonas.
O governo estadual confirmou a morte de duas pessoas. A Secretaria de Saúde informou que uma vítima chegou sem vida ao Pronto-Socorro da Criança Zona Leste. Informações sobre a segunda pessoa morta ainda não foram divulgadas. A rede hospitalar está preparada para receber outros pacientes do acidente.
Uma operação de busca e salvamento está em andamento para encontrar os desaparecidos.
O governo do Amazonas informou que 25 bombeiros mergulhadores, acompanhados de três embarcações, três ambulâncias e dois drones, participam das buscas que serão retomadas pela manhã.
O governador Wilson Lima declarou que acompanha a situação de perto e pediu uma ação integrada entre o Corpo de Bombeiros e as demais forças de segurança para prestar toda a ajuda necessária às vítimas.
A Marinha informou que o Comando do 9º Distrito Naval está ciente do caso e que a Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental enviou uma equipe para investigar o acidente. Uma aeronave também sobrevoa a área para ajudar nas buscas.
