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Com PIX, pegada digital do consumidor será analisada por empresas

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A startup Inloco aposta em tecnologia de biometria comportamental para elevar segurança nas transações em nova plataforma de meio de pagamentos

André Ferraz, CEO da In Loco: com a pandemia, empresa avançou em segurança da informação (Leo Caldas/Exame)

A Inloco, startup de Recife que opera com tecnologia de geolocalização, se prepara para a entrada do PIX, sistema do Banco Central que permitirá transações em tempo real como transferências e pagamentos.

O BC anunciou a antecipação da primeira etapa de lançamento do PIX para o dia 5 de outubro, prevista anteriormente para novembro.

“Com o PIX, será necessário utilizar soluções que validem a operação quase que instantaneamente” diz André Ferraz, presidente da Inloco. “Para a nossa empresa, é uma enorme oportunidade de expandir nossa atuação em segurança da informação.”

A empresa aposta na biometria comportamental, tecnologia que através de dados de localização de aparelhos do celular é capaz de traçar padrões comportamentais dos usuários. Na prática, são analisadas as pegadas digitais de cada consumidor como, por exemplo, se os últimos locais visitados pelo usuário fazem parte de sua rotina.

A camada de verificação de segurança pode ser embarcada na plataforma de varejistas (nas operações online e lojas físicas), bancos digitais e fintechs. Logo, não é percebida pelo usuário pessoa física. Hoje, a empresa tem acesso a 60 milhões de smartphones em seu banco de dados.

De acordo com a Inloco, os principais riscos mapeados do PIX estão relacionados à criação de contas a partir das chamadas identidades sintéticas – ou seja, uma identidade criada do zero a partir da combinação de dados reais ou falsos – e ao roubo de contas legítimas através de golpes de engenharia social.

“Nossa ferramenta poderá identificar desvio no padrão de comportamento do usuário e avisar a ocorrência de uma potencial fraude”, diz Ferraz. Desta forma, um varejista ou um banco poderia pedir uma ação adicional para comprovar a identidade de quem está tentando fazer a transação.

Com a pandemia do novo coronavírus, a startup tem avançado com velocidade na área de segurança de informação e prevenção de fraudes em compras virtuais. Antes, boa parte do negócio da empresa estava centrado em produtos de geolocalização mirando o marketing das empresas, como ofertas via celular quando o usuário se aproxima de uma determinada loja física.

“Em quatro meses, com o aumento das compras online na pandemia, o faturamento da área de segurança da informação foi duas vezes superior ao de todo o ano de 2019”, explica Ferraz.

No ano passado, a empresa recebeu um aporte de 20 milhões de dólares em uma rodada de série B, liderada pelos fundos Valor Capital e Unbox Capital. Boa parte do dinheiro irá para a expansão das operações da empresa nos Estado Unidos, que abriu um escritório do Vale Silício no final de 2019.

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Microsoft diz que vai seguir com negociações para comprar TikTok

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Segundo a gigante de tecnologia, Trump está comprometido em permitir a aquisição do aplicativo, desde que seja submetido a uma revisão completa de segurança

TikTok: o anuncio vem no mesmo dia que o presidente Donald Trump anunciou que passará à ação “nos próximos dias” contra o aplicativo (Lam Yik/Bloomberg/Getty Images)

A Microsoft informou na noite deste domingo, 2, que após uma conversa entre a presidente-executiva, Satya Nadella, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a companhia está preparada para continuar as discussões e dar andamento às negociações para aquisição do aplicativo chinês TikTok no país.

“A Microsoft se moverá rapidamente para prosseguir as discussões com a controladora da TikTok, ByteDance, em questão de semanas e em qualquer caso, concluir essas discussões até 15 de setembro de 2020. Durante esse processo, a Microsoft espera continuar o diálogo com o Governo dos Estados Unidos, inclusive com o presidente”, disse a companhia em comunicado publicado em seu blog.

Segundo a empresa, Trump está comprometido em permitir a aquisição do aplicativo, desde que seja submetido a uma revisão completa de segurança e de que a negociação forneça “benefícios econômicos adequados aos EUA”.

Nesse sentido, as discussões vão prosseguir baseadas em uma notificação feita entre as partes ao Comitê de Investimentos Estrangeiros do país (CFIUS, na sigla em inglês). Neste sábado, fontes informaram que a Microsoft havia paralisado as negociações.

A Microsoft afirmou que há um interesse das duas empresas em uma proposta que envolva a compra do software nos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia. Além disso, não é descartado um convite a outros investidores para participarem de forma minoritária no negócio.

Dentre as medidas previstas estão a adição de proteções de segurança e privacidade no modelo operacional do serviço.

“A Microsoft garantiria que todos os dados privados dos usuários americanos do TikTok sejam transferidos e permaneçam nos Estados Unidos. Na medida em que esses dados estejam atualmente armazenados ou em backup fora dos EUA, a Microsoft garantirá que esses dados sejam excluídos dos servidores fora do país após a transferência”, disse a companhia.

O comunicado reforça, entretanto, que as discussões ainda são preliminares e não há nenhuma garantia de que a transação evolua.

Hostilidade de Trump

O anuncio vem no mesmo dia que o presidente Donald Trump anunciou que passará à ação “nos próximos dias” contra o aplicativo.

“O presidente Donald Trump disse ‘chega’ (…) e, então, tomará medidas nos próximos dias em resposta aos diversos perigos para a segurança nacional que representam os programas informáticos ligados ao Partido Comunista Chinês”, afirmou o secretário de Estado americano, Mike Pompeo.

Mais cedo, o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, havia alertado, em entrevista à emissora ABC, que o TikTok devia ser vendido ou bloqueado nos Estados Unidos, devido às inquietações que gera sobre a segurança nacional.

Após semanas de ameaças e pressões, o governo republicano eleva o tom contra a rede social internacional de propriedade do grupo chinês ByteDance.

Em um contexto de tensões políticas e comerciais com a China, Washington afirma que o TikTok pode ser usado pela Inteligência chinesa com fins de espionagem, acusações que a empresa sempre negou, assim como nega ter compartilhado dados com Pequim.

“Não vamos a parte alguma”, reagiu Vanessa Pappas, encarregada do braço americano do TikTok, em um vídeo publicado na rede social no sábado, assegurando que o aplicativo permanecerá no país.

Pappas prometeu criar 10.000 empregos nos Estados Unidos em três anos e acrescentou que a empresa está trabalhando para construir um aplicativo “mais seguro”.

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Tecnologia

Google aposta em versão “baratinha” do Pixel contra iPhone SE

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O novo smartphone Pixel 4A chega ao mercado para ampliar participação do gigante das buscas no segmento de celulares

GOOGLE: relançamento para brigar com Apple e Samsung no mercado de smartphones (Arnd Wiegmann/Reuters)

O Google apresenta nesta segunda-feira (3) o Pixel 4A, seu novo smartphone de entrada. O aparelho substituirá o Pixel 3A e será uma versão mais barata do Pixel 4, custando 349 dólares nos Estados Unidos, menos da metade da versão mais sofisticada. O dispositivo chega para competir com o iPhone SE, a versão mais em conta do celular da Apple, vendido a 399 dólares.

O smartphone Pixel 4A deve contar com uma tela de 5,8 polegadas, 6 gigabytes de memória RAM, 64 gigabytes de armazenamento e câmera principal de 12 megapixels. Por dentro, o processador deve ser o Snapdragon 730 de oito núcleos, da Qualcomm, voltado ao segmento chamado pela consultoria IDC de intermediário-avançado.

Os aparelhos da linha Pixel do Google costumam guiar o mercado no desenvolvimento de dispositivos que usam o sistema Android, e o com o Pixel 4A não deixa de ser diferente.

Uma das novidades do aparelho é o recurso da câmera chamado Motion Blur, que permite tirar fotos em movimento deixando a pessoa fotografada em alta definição e o plano de fundo desfocado pelo movimento.

O Google busca também ampliar sua presença no mercado americano de smartphones. Segundo dados da consultoria chinesa Counterpoint Research, a empresa aparece na categoria “Outros”, junto a fabricantes de menor expressão de vendas. A líder no primeiro trimestre de 2020 era a Apple, com 46% de parcela de mercado, seguida pela Samsung, com 32%.

O lançamento do Google ocorre num momento ruim para a indústria de smartphones. A consultoria americana Gartner estima que o mercado mundial de celulares tenha caído 20% no primeiro semestre de 2020. O motivo é a crise global causada pelo novo coronavírus, que afetou a economia da grande maioria dos países e prejudicou a cadeia de fornecimento de componentes eletrônicos, especialmente no primeiro trimestre. A consultoria diz ser a pior crise que o setor já enfrentou em sua história.

A Alphabet, empresa dona do Google, vive uma fase turbulenta. No segundo trimestre, a companhia registrou sua primeira queda de receita. Ainda que tenha superado a expectativa do mercado, o faturamento bruto de 37,37 bilhões de dólares é 2% menor do que a cifra registrada no mesmo período do ano passado.

A queda nas receitas ocorreu devido à redução global do volume de contratos publicitários. O novo smartphone, que tem estratégia voltada a um grande volume de vendas, pode ajudar o Google a continuar a crescer.

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Apple caminha para transformar iPhone em meio de pagamento

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Apple adquiriu empresa canadense que facilita pagamentos por smartphones. Estamos de olho em uma nova guerra?

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Auxílio nos EUA e PIB da Europa contrastam com euforia das “big techs”

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Alphabet, Amazon, Apple e Facebook chegaram a 5 trilhões de dólares de valor de mercado em meio a uma recessão recorde na Europa e nos Estados Unidos

AS “BIG FOUR”: forte alta após o fechamento do pregão de ontem contrasta com os números ruins na economia (File Photos/Reuters)

A dicotomia entre a dura realidade econômica e a exuberância do mercado financeiro volta a ficar marcada nesta sexta-feira. Hoje termina um auxílio emergencial semanal de 600 dólares que os Estados Unidos vêm pagando a 20 milhões de cidadãos para atenuar as consequências da crise do novo coronavírus.

O Congresso e a Casa Branca não conseguem se entender sobre uma extensão dos pagamentos. O partido democrata defende a continuidade dos pagamentos até 2021, o que demandaria um pacote extra de 3,4 trilhões de dólares. Mas os republicanos, preocupados com o déficit galopante do país, defendem reduzir os pagamentos para 200 dólares semanais.

O debate será feito um dia depois de os EUA anunciarem a maior queda trimestral do PIB em sua história, de 32,9%. Também ontem o grupo das quatro maiores empresas de tecnologia do país — Alphabet, Amazon, Apple e Facebook — divulgaram resultados trimestrais históricos, turbinando o desempenho de suas ações após o fechamento do pregão de ontem. As companhias devem começar a sexta-feira em forte alta na bolsa, confirmando os cálculos de que seu valor de mercado conjunto passe dos 5 trilhões de dólares pela primeira vez na história.

Os investidores seguem confiantes que as empresas serão cada vez mais dominantes num mundo pós-pandemia, apesar da crescente pressão dos reguladores americanos (esta semanas os presidentes das quatro empresas precisaram depor ao Congresso). O problema, para os investidores e para as companhias, é que a confiança parte do pressuposto que a recuperação econômica será rápida.

Nesta sexta-feira, a Zona do Euro anunciou uma queda histórica de 12,1% do PIB na comparação com o primeiro trimestre, confirmando que a região vive a recessão mais profunda de sua história. Apesar disso, as bolsas europeias abriram em alta — o índice Stoxx 600 subia 0,6% até as 7h de Brasília. Entre o presente aterrador e a esperança na retomada, os investidores seguem preferindo mirar a segunda opção.

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Google muda forma de exibir anúncios e vai bloquear cookies de terceiros

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Com os novos recursos, a empresa busca dar mais transparência para os anúncios exibidos em suas plataformas e redes de anunciantes

Google Chrome: navegador agorá impedirá suporte a cookies de terceiros (Thomas Trutschel / Colaborador/Getty Images)

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Spotify tem alta nos assinantes, mas receita vinda de anúncios despenca

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Enquanto os usuários ativos mensais aumentaram 29% para 299 milhões, a receita de anúncios caiu 21% no segundo trimestre

Spotify: Spotify, que lidera o mercado de streaming de música, à frente de rivais como Apple e Amazon, gera receita com assinaturas pagas e exibe anúncios para usuários gratuitos (Mustafa Ciftci/Anadolu Agency/Getty Images)

O Spotify Technology divulgou receita trimestral abaixo das expectativas nesta quarta-feira e previu que o atual trimestre será moderado, devido principalmente ao declínio nos anúncios, já que a pandemia de Covid-19 afastou os anunciantes.

Os resultados ofuscaram uma recuperação na demanda por streaming de música, à medida que mais usuários se inscreveram em seus serviços e o número de assinantes pagos alcançou 138 milhões, acima das estimativas de Wall Street de 136,4 milhões.

O Spotify, que lidera o mercado de streaming de música, à frente de rivais como Apple e Amazon, gera receita com assinaturas pagas e exibe anúncios para usuários gratuitos.

Enquanto os usuários ativos mensais aumentaram 29% para 299 milhões, a receita de anúncios caiu 21% no segundo trimestre.

O vice-presidente financeiro Paul Vogel disse à Reuters em entrevista que, enquanto a publicidade estava melhorando no trimestre atual, havia uma “quantidade razoável de conservadorismo” no mercado. O Spotify espera um crescimento na receita de publicidade este ano, mas será “bastante mínimo”, disse ele.

O Spotify espera que o total de assinantes pagos atinja a faixa de 140-144 milhões no terceiro trimestre, ante expectativas de 141,4 milhões, segundo dados da Refinitiv.

A receita média por usuário (ARPU) no segundo trimestre foi de 4,41 euros, uma queda de 9% em relação ao ano anterior.

A receita total prevista do Spotify é 1,85 bilhões a 2,05 bilhões de euros no terceiro trimestre. Analistas esperam 2,01 bilhões de euros.

No trimestre encerrado em junho, a receita aumentou 13%, para 1,89 bilhão de euros, mas ficou abaixo das estimativas de analistas de 1,93 bilhão de euros.

O prejuízo líquido atribuível ao Spotify foi de 356 milhões de euros, ou 1,91 euro por ação, em comparação com 76 milhões de euros ou 0,42 euro no ano anterior. Os analistas esperavam uma perda de 0,45 euro.

 

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terça-feira, 4 de agosto de 2020

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