O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, e o presidente da região de Castilla-La Mancha, Emiliano García-Page, deram detalhes sobre a colisão de trens que ocorreu na quarta-feira (28/10) perto da estação de Urda, na província de Toledo. Este acidente é uma das maiores tragédias ferroviárias recentes no país.
Pedro Sánchez destacou a gravidade do acidente, que envolveu pessoas de até 27 nacionalidades diferentes. O Ministério das Relações Exteriores confirmou que pelo menos 51 estrangeiros estiveram envolvidos no incidente. Desses, dois morreram, nove ficaram feridos e 18 não tiveram ferimentos graves. A situação de 22 pessoas ainda é incerta.
As autoridades estão trabalhando próximo às embaixadas para apoiar as famílias dos estrangeiros afetados. Até agora, 69 pessoas morreram e 58 ficaram feridas, números que podem mudar conforme as buscas continuam. Cerca de 70 pessoas estão desaparecidas, e espera-se que parte delas esteja entre os corpos que ainda aguardam identificação, um processo complicado e em andamento.
Das 110 pessoas que foram levadas para hospitais, 71 já receberam alta e 39 permanecem em tratamento.
O primeiro-ministro reconheceu que a confiança do público no sistema ferroviário de alta velocidade da Espanha foi abalada por este acidente. Ele garantiu que o governo está comprometido em não apenas investigar as causas do acidente, mas também em implementar medidas para evitar que algo assim aconteça novamente.

