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terça-feira, 17/02/2026

Coface prevê economia global firme e leve desaceleração do PIB em 2026

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Após preocupações iniciais com as tarifas comerciais implementadas pelos Estados Unidos durante a gestão do presidente Donald Trump, a atividade comercial se manteve robusta em 2025. A expectativa de impacto negativo na economia mundial foi menor do que o previsto, segundo análise da Coface. Em apresentação realizada em Paris, no dia 16, os economistas da seguradora francesa destacaram que a globalização continuou forte, e por isso o Produto Interno Bruto (PIB) global deve desacelerar apenas um pouco em 2026.

Ruben Nizard, chefe de economia da Coface, comentou: “É impressionante que o PIB tenha crescido cerca de 2,8% em 2025, considerando a volatilidade do cenário.” Ele ressaltou a grande capacidade de adaptação das grandes empresas, que diversificaram mercados mantendo o comércio internacional em níveis próximos aos anteriores às tarifas.

Para 2026, espera-se que essa resistência continue, provocando uma desaceleração moderada no crescimento do PIB mundial, estimado em torno de 2,6%. Contudo, existem riscos, como conflitos políticos na América Latina e Groenlândia, o aumento da dívida em um ambiente de juros elevados, incertezas na política econômica dos EUA e possíveis ajustes no desempenho das empresas de inteligência artificial.

A economia pode apresentar comportamentos diferentes entre regiões. A China deve ter sua taxa de crescimento do PIB reduzida de 5% em 2025 para 4,6% em 2026, enquanto a Europa, especialmente a Alemanha, mostra perspectivas mais favoráveis com aumento dos gastos governamentais, conforme análise de Bruno Fernandes, chefe de macroeconomia da Coface.

Energia e alimentos em queda, metais em alta

A Coface projeta preços distintos para as commodities globais: energia e alimentos com tendência de baixa, enquanto metais devem subir. O preço do barril de petróleo deve cair de US$ 68 em 2025 para US$ 60 em 2026. Alimentos se beneficiam de uma boa safra global, ao passo que metais têm oferta limitada e demanda crescente em setores como inteligência artificial e defesa militar, o que pressiona seus preços para cima.

Estadão Conteúdo

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