Dois meses depois de aprovar um empréstimo de R$ 12 bilhões para os Correios, o Conselho Monetário Nacional (CMN) liberou mais R$ 8 bilhões para a empresa estatal. Esse novo crédito será oferecido por um grupo de bancos e ajudará a completar o plano de financiamento de R$ 20 bilhões.
Os dois empréstimos são garantidos pela União, e o Tesouro Nacional cobre possíveis inadimplências dos Correios. Com essa decisão, o limite total de empréstimos para órgãos públicos em 2026 passou de R$ 15,625 bilhões para R$ 23,625 bilhões.
O CMN também ajustou os limites de empréstimos para estados e municípios, priorizando financiamentos para o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) e parcerias público-privadas (PPP).
Para operações com garantia da União, os limites foram redistribuídos, com criação de novos espaços de crédito para o Novo PAC e para projetos de PPP. As operações sem garantia também tiveram seus limites ajustados para beneficiar o Novo PAC.
Geralmente, o CMN define esses limites em janeiro, mas, devido ao empréstimo inicial dos Correios, as decisões para 2026 foram tomadas em dezembro de 2025.

