Luiz Ovando destacou que a clínica médica é fundamental para evitar gastos desnecessários com exames, pois a procura direta por especialistas muitas vezes gera desperdício de recursos. Ele defende políticas públicas para valorizar essa especialidade e tornar o SUS mais eficiente.
Viviane Peterle, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica de Brasília, explicou que a clínica médica oferece um cuidado integral ao paciente, o que favorece diagnósticos mais rápidos e tratamentos eficazes, especialmente em uma população envelhecida com múltiplas doenças crônicas.
A qualidade da formação médica também foi tema da discussão. José Eduardo Lutaif Dolci e o deputado Osmar Terra expressaram preocupação com a expansão de faculdades de medicina sem garantia de qualidade, o que pode afetar negativamente o atendimento à população.
Carlos Magno Dalapicola, do Conselho Federal de Medicina, apontou que, embora a clínica médica conte com o maior número de especialistas no país, uma parcela significativa das vagas de residência está ociosa, o que pode comprometer o futuro da especialidade no sistema de saúde.
Fernando Otto, presidente da Sociedade de Clínica Médica de Santa Catarina, ressaltou o papel dos clínicos nas emergências e hospitais, destacando que investir nesse profissional pode gerar economia ao evitar exames desnecessários.
Pedro Barros reforçou que o clínico deve coordenar o cuidado do paciente para garantir eficiência e evitar o atendimento fragmentado por múltiplos especialistas desconectados.
Por fim, Eduardo Freire Vasconcelos, presidente da Academia de Medicina de Brasília, afirmou que a clínica médica é a base para todas as especialidades e essencial para manter o sistema de saúde eficiente e menos oneroso.
Luiz Ovando concluiu reafirmando a importância de fortalecer a residência médica e implementar políticas que estimulem a atuação do clínico no SUS, propondo recomendações para o Ministério da Saúde que valorizem essa especialidade como central na organização da assistência à população.
