Em vídeo divulgado no domingo, Cleitinho Azevedo, senador e governador eleito de Minas Gerais pelo Republicanos, criticou políticos que estimularam o boicote a lojas e empresas de pessoas que votaram no presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva.
Antes de falar da classe política, ele repreendeu uma influenciadora que recusou comprar doces de uma criança após ver o gesto “L”, símbolo de Lula. O episódio ocorreu em Fortaleza, capital do Ceará. O senador pediu que outros políticos também condenem essa atitude.
“Como político de direita cristão, repudio a ação dessa jovem que humilhou uma criança por causa do voto da família dela. Vale lembrar que criança não vota. Peço que políticos de direita e cristãos rejeitem atitudes assim”, afirmou.
Em seguida, questionou o incentivo aos boicotes a comércios por causa do voto. Segundo ele, os benefícios e salários dos políticos vêm dos impostos pagos por empresários e trabalhadores.
“Quero dizer a quem está promovendo boicotes, seja de esquerda ou direita, que abra mão do salário e dos seus benefícios. Trabalhadores e empresários pagam impostos para manter esses privilégios, então se mandam boicotar empresas, façam o mesmo”, declarou.
Ele reforçou o direito de escolha dos eleitores e sugeriu que eles tomem uma postura firme contra os políticos. “Você, eleitor, tem livre-arbítrio para decidir. Mas que tal se unirem para boicotar os políticos?”
O político também usou o futebol para refletir sobre o ódio entre pessoas com opiniões políticas diferentes. “Se você é cruzeirense, não tem amigo atleticano? Meus melhores amigos torcem pelo Galo. Se é flamenguista, não conhece alguém do Vasco? O voto ou o time define o caráter?”
Na semana anterior, parlamentares ligados ao bolsonarismo se mostraram favoráveis aos boicotes a empresas de eleitores do PT. Entre eles, o deputado reeleito Nikolas Ferreira, que publicou vídeo defendendo o boicote a empresários, artistas e influenciadores. Também houve declarações de apoiadores de Flávio Bolsonaro sobre demissões de funcionários que votaram em Lula.

