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Chuva volta a causar transtornos e estragos em parte de Minas Gerais

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A população deve estar atenta ao risco de deslizamentos de terra e desabamentos; MG já contabiliza 58 pessoas mortas

Chuvas em Minas Gerais: situação forçou 53.169 pessoas a deixarem suas casas (afp/AFP)

Voltou a chover forte em parte de Minas Gerais nas últimas horas. Em algumas cidades, a precipitação causou novos transtornos à população. Em Poços de Caldas, a cerca de 450 quilômetros de Belo Horizonte, a Defesa Civil interditou um edifício residencial de dois andares atingido por um deslizamento de terra na tarde de terça-feira (4).

Em nota, o Corpo de Bombeiros informou que o deslizamento foi causado pela queda de um muro de arrimo em construção. Ao ruir, o muro deslocou terra suficiente para colocar em risco o prédio de quatro apartamentos, dos quais três estavam ocupados. Os oito moradores só puderam entrar nas residências para retirar algumas roupas e itens pessoais, além dos animais de estimação, acompanhados por bombeiros. Até a Defesa Civil liberar o edifício, a construtora responsável pelo muro de arrimo que desmoronou terá que oferecer o necessário para os moradores.

Em Sarzedo, na região metropolitana de Belo Horizonte, a forte chuva desta manhã alagou bairros inteiros e, segundo os bombeiros, deixou moradores ilhados no bairro Brasília, o mais afetado. Não há, até o momento, registro de feridos ou mortos, mas a Defesa Civil estadual prevê a possibilidade de chuva de granizo não apenas em Sarzedo, mas também em Mateus Leme, Juatuba, Serra Azul, Igarapé, São Joaquim de Bicas, Itatiaiuçu, Brumadinho, Mario Campo, Betim e Ibirité.

Em Belo Horizonte, cujo solo já estava encharcado após as chuvas das últimas semanas, a Defesa Civil emitiu um alerta para a possibilidade de que, até amanhã, ocorram pancadas de chuva acompanhadas por raios e rajadas de vento em torno de 50 km/h. O mês de janeiro foi o mais chuvoso dos últimos 110 anos na capital mineira.

A prefeitura afirma ter acionado uma força preventiva e emergencial para combater e minimizar o impacto causado pelos fortes temporais na região. Servidores da Defesa Civil, Companhia Urbanizadora e de Habitação de Belo Horizonte (Urbel), Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) e de outras autarquias e órgãos municipais devem estar de prontidão 24 horas por dia a fim de atender qualquer urgência.

Onze pontos de ação preventiva estratégica foram mapeados para receber equipamentos necessários à atuação emergencial. Além disso, o plano emergencial prevê que técnicos da Secretaria de Assistência Social monitorem a população em situação de rua e vulnerabilidade social e acompanhem a retirada de pessoas de áreas de risco.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê que a combinação da umidade com áreas de baixa pressão favoreça a intensificação da “instabilidade atmosférica” sobre o estado. Já o aumento da nebulosidade favorece uma leve queda das temperaturas em grande parte do estado.

A população deve estar atenta ao risco de deslizamentos de terra e desabamentos. Além disso, em caso de chuvas fortes, as pessoas que moram em áreas propensas a alagamentos devem deixar suas casas e procurar um lugar seguro aos primeiros sinais de água se acumulando. As pessoas devem evitar transitar ou encostar carros próximos a encostas. E monitorar permanentemente as construções erguidas ou próximas a encostas, ficando atentas ao surgimento de trincas ou rachaduras e evitar movimentar a terra durante o período em que o solo estiver encharcado.

Até as 8 horas desta quarta-feira (5), a Coordenadoria de Defesa Civil de Minas Gerais já contabilizava 58 pessoas mortas pelos efeitos das chuvas das últimas duas semanas – 13 delas em Belo Horizonte.

Além disso, em todo o estado, a situação forçou 53.169 pessoas a deixarem suas casas. Destas, 45.028 ficaram desalojadas e tiveram que se hospedar temporariamente na casa de parentes ou amigos ou em outros locais provisórios. Outras 8.141 pessoas foram acomodadas provisoriamente em abrigos que, na maioria das vezes, são improvisados em escolas ou igrejas.

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Com menor rede de ensino, Norte terá 33% das escolas cívico-militares

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A lista com as 54 escolas selecionadas pelo programa foi divulgada na quarta-feira (26); região Norte concentrará 18 unidades

Escolas cívico-militares: o programa prevê que os militares da reserva atuem em tutorias e na área administrativa — e não como professores (Dênio Simões/Agência Brasília/Divulgação)

Com a menor rede de ensino do Brasil, a Região Norte é a que concentra a maior parte das escolas selecionadas pelo Ministério da Educação (MEC) para receber o Programa de Escolas Cívico-Militares (Pecim), uma das principais bandeiras do governo Jair Bolsonaro para a área.

Desde que a ação foi anunciada, especialistas e gestores educacionais alertam que a política beneficia um número limitado de estudantes e não é uma solução para os maus resultados educacionais brasileiros.

A lista com as 54 escolas selecionadas pelo programa foi divulgada na quarta-feira (26) após o início do ano letivo nas unidades. A Região Norte tem 18 colégios escolhidos para o modelo, concentrando 33% do total.

Já o Sudeste, com a maior rede de ensino básico, tem apenas cinco escolhidas — sendo que ainda há indefinições sobre as unidades de São Paulo e Rio.

O modelo pensado pelo governo Bolsonaro para as escolas cívico-militares é que elas tenham gestão compartilhada entre militares e civis. O programa prevê que os militares da reserva atuem em tutorias e na área administrativa — e não como professores.

O formato é diferente das escolas mantidas pelo Exército, que costumam fazer seleção para ingresso e têm custo bem maior do que unidades da rede pública regular.

As escolas podem aderir ao modelo em duas modalidades. Na primeira, recebem os militares do Exército, que serão remunerados pelo governo federal; na segunda, os governos locais (Estado ou município) se encarregam de contratar bombeiros ou policiais militares aposentados e recebem R$ 1 milhão para investir na infraestrutura.

Apesar de as aulas terem começado sem a presença dos militares nas escolas e sem que a equipe pedagógica fizesse um planejamento, o diretor de Políticas para Escolas Militares, Aroldo Cursinho, disse em nota do ministério que a implementação do programa está saindo “conforme o planejado”.

Os oficiais das Forças Armadas ainda não foram contratados. A previsão do Exército é de que a seleção só seja concluída em abril.

Planejamento

Quando anunciou o programa, o ministro Abraham Weintraub afirmou que o objetivo para 2020 seria a implementação do modelo em pelo menos duas escolas por Estado – no entanto, quatro ficaram de fora (Alagoas, Espírito Santo, Sergipe e Piauí) e outros oito foram selecionados para apenas uma unidade.

O MEC afirma que os municípios dos Estados sem nenhuma escola selecionada não tinham contingente suficiente de militares da reserva para participar do programa. Apesar das dificuldades ocorridas neste ano para iniciar o modelo, o ministro continua defendendo o programa como solução para os problemas educacionais do País.

No último dia 17, em um evento em São Paulo, ele disse que unidades com esse modelo têm alunos com “rendimento mais alto” e a maior parte dos paulistas quer ter “uma família, uma casa, um carro e que o filho estude em uma escola cívico-militar”.

A única escola de São Paulo selecionada pelo MEC, em Campinas, ainda não definiu se vai aderir ao modelo, uma vez que não foi feita uma consulta aos estudantes e professores.

Caso a votação rejeite o modelo, o MEC informou que vai implementá-lo em uma unidade de Sorocaba. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

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Preocupado com escassez, governo pode ir à Justiça para reter máscaras

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De acordo com secretário executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo Reis, governo precisa de 20 milhões de máscaras

Pessoas com máscara no metrô de São Paulo: Brasil tem um caso confirmado (Victor Moriyama / Freelancer/Getty Images)

São Paulo — O secretário executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo Reis, disse nesta quinta-feira, 27, que “preocupam muito” problemas para obtenção de equipamentos de proteção contra o coronavírus, como aventais e máscaras.

Gabbardo disse que o governo pode acionar a Justiça para garantir o fornecimento de máscaras, até aplicando multas e fazendo apreensão em empresas. O secretário disse, ainda, que retirar empresas de cadastro de fornecedores é uma hipótese.

Questionado se a medida não poderia ferir a livre iniciativa, o secretário afirmou que a situação é prevista na lei. Segundo Gabbardo, os Estados têm estoques, mas o governo precisa se antecipar no caso de um surto. A busca da pasta é por 20 milhões de máscaras.

Segundo Gabbardo, dos 21 equipamentos licitados, 16 estão em negociação “confortável”. Algumas empresas que participaram da licitação, diz, “se mostraram desinteressadas em vender para o ministério”.

“O que a gente sabe é que produtores de máscaras, o item que mais nos preocupa, venderam para outros países, provavelmente a China, e muitos venderam não só produtos, mas a produção, ou seja, aquilo que podem produzir nos próximos 30 ou 60 dias”, disse. “Isso nos preocupa muito.”

De acordo com ele, se necessário, será impedida a exportação dos produtos e a Justiça poderá ser acionada para apreensão na fábrica. Gabbardo citou o risco de multas e a proibição de participar de outros processos licitatórios. Procurada, a Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos e Odontológicos informou que não conseguiria se manifestar nesta quinta até as 23 horas

 

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Coronavírus: Justiça dá a Paraty direito de manter casal internado

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No país, há 132 casos suspeitos de coronavírus e um confirmado, em São Paulo

Paraty: caso suspeito é de casal francês (xeni4ka/Getty Images)

A Justiça do Estado do Rio de Janeiro concedeu ao município de Paraty o direito de manter em internação hospitalar um casal de franceses que são suspeitos de ter contraído o coronavírus. O processo está em segredo de justiça.

O casal está entre os nove casos suspeitos no estado de terem contraído o Covid-19, o novo coronavírus, surgido na China no fim do ano passado. No estado do Rio ainda não há casos confirmados. De acordo com o último boletim do Ministério da Sáude, em todo o país, são monitorados 132 casos suspeitos.

Até o momento, há um caso confirmado no país. Trata-se de um homem de 61 anos, morador da cidade de São Paulo, que esteve na região da Lombardia, no norte da Itália, entre os dias 9 e 21 de fevereiro.

Em todo o mundo, são 82.294 casos confirmados. Até o momento, 2.804 pessoas morreram.

Para evitar a proliferação do vírus, o Ministério da Saúde recomenda medidas básicas de higiene, como lavar as mãos com água e sabão, usar lenço descartável para higiene nasal, cobrir o nariz e a boca com um lenço de papel quando espirrar, ou tossir, e jogá-lo no lixo. Evitar tocar olhos, nariz e boca sem que as mãos estejam limpas.

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) criou um grupo de trabalho multidisciplinar com pesquisadores da área da saúde a fim de desenvolver ações de orientação, diagnóstico e tratamento de possíveis casos da doença.

Para orientar o público, o grupo de trabalho produziu um boletim com informações sobre a origem do vírus, a forma de transmissão, os sintomas causados e as medidas de prevenção.

Prefeitura

Em nota, a prefeitura da Paraty informou que o casal de franceses está sendo monitorado desde ontem (27) pela equipe do Hospital Municipal. Conforme protocolo do Ministério da Saúde, o casal teve material coletado para análise e enviado ao Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-RJ). O resultado deve sair em até 48 horas.

A prefeitura diz que os dois pacientes estão em áreas isoladas, não havendo motivo para alarme da população. A Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Vigilância Epidemiológica e Vigilância Sanitária, acompanha os casos junto à Secretaria Estadual de Saúde e Vigilância Estadual.

A nota esclarece ainda que, por determinação do Ministério da Saúde, turistas estrangeiros que buscam atendimento na rede municipal com sintomas de doenças respiratórias e provenientes dos 16 países com circulação ativa do vírus passaram a ser orientados a permanecer em observação até resultados conclusivos de exames.

 

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