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Christa Pike permanece inconsciente após sobrevivência a execução por injeção letal nos EUA

Reprodução/YouTube

Christa Pike, de 50 anos, está em estado crítico e permanece inconsciente quatro dias depois de sobreviver a uma tentativa de execução por injeção letal no Tennessee, Estados Unidos. Ela está internada e depende de ventilação assistida enquanto os médicos tentam eliminar do corpo as duas doses de pentobarbital administradas durante o procedimento.

A informação foi divulgada no domingo pelo advogado de Christa Pike, Stephen Ferrell, que afirmou não ser possível prever as consequências para a saúde da detenta. “Nós realmente não sabemos qual é o prognóstico e talvez não saibamos por vários dias”, disse o advogado à CNN.

Stephen Ferrell ainda mencionou que não teve autorização para visitar Pike no hospital, onde a detenta está sob vigilância. A equipe médica não sabe se ela vai se recuperar completamente ou se terá sequelas, inclusive cognitivas.

A execução ocorreu na noite de quarta-feira, durante a qual Christa Pike recebeu duas doses do medicamento em questão. Testemunhas relataram que ela continuava a respirar e a emitir sons mesmo após a aplicação. O procedimento foi interrompido após problemas técnicos, e ela foi levada ao hospital após mais de uma hora.

Advogados de defesa informaram que houve dificuldades para encontrar e manter os acessos intravenosos, problema que já haviam destacado antes da execução. Os braços de Pike foram observados com inchaço, queimaduras e bolhas ao chegar ao hospital. O Departamento de Correção do Tennessee garantiu que o protocolo foi seguido corretamente.

Christa Pike seria a primeira mulher executada no Tennessee em cerca de 200 anos. Aos 18 anos, ela foi condenada à morte pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, crime cometido em 1995 motivado por ciúmes, junto com seu ex-namorado Tadaryl Shipp.

Após a tentativa frustrada, o governador do estado, Bill Lee, ordenou uma revisão independente sobre o ocorrido e suspendeu outras execuções previstas até 2026. A defesa de Pike considera a investigação insuficiente e pede a conversão da pena de morte para prisão perpétua, argumentando que a detenta sofreu uma punição severa.

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