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quarta-feira, 28/01/2026

China repudia bloqueio dos EUA e apoia Cuba totalmente

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O governo chinês reafirmou nesta quinta-feira (23/10) seu apoio a Cuba e criticou fortemente as medidas coercitivas dos Estados Unidos contra outras nações. Em uma entrevista coletiva, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, declarou que as ações da política norte-americana infringem as regras internacionais e princípios básicos das relações entre países.

Guo destacou que, ao invés de reconsiderar suas ações, Washington intensifica sua pressão diplomática e econômica. “Essa conduta coloca os Estados Unidos contra a justiça e a equidade, provocando oposição forte da comunidade internacional”, afirmou.

Pequim reafirmou seu apoio ao direito do povo cubano de decidir seu próprio caminho de desenvolvimento e rejeitou qualquer intervenção externa. A China votou favoravelmente, pelo 32º ano consecutivo, a uma resolução da Assembleia Geral da ONU que exige o fim do embargo econômico imposto por Washington desde os anos 1960, posição apoiada por quase 190 países.

O governo chinês pediu que os EUA revoguem o bloqueio o mais rápido possível e retirem Cuba da lista de Estados patrocinadores do terrorismo. Segundo o Ministério das Relações Exteriores da China, o término dessas sanções é vital para restaurar a confiança política, promover a estabilidade regional e contribuir para a paz.

Nas redes sociais, o Ministério reafirmou sua posição assinando: “A China se opõe firmemente ao embargo integral dos EUA, que continua devastando a vida do povo cubano.”

Cuba denuncia pressão dos EUA

Bruno Rodríguez Parrilla, ministro das Relações Exteriores de Cuba, acusou o governo de Donald Trump de exercer forte pressão e chantagem sobre países da Europa e América Latina para impedir votos contra o bloqueio na próxima Assembleia Geral da ONU.

O chanceler afirmou que diplomatas norte-americanos enviam cartas e instruções diretas a governos estrangeiros, ameaçando retaliações econômicas e comerciais caso mantenham apoio a Havana. Rodríguez ressaltou que o governo Trump “não pratica diplomacia, mas sim uma política de coerção”.

O ministro cubano ainda denunciou uma campanha tóxica de desinformação promovida pela Casa Branca que tenta distorcer o debate da ONU, associando Cuba a temas como tráfico de drogas e o conflito na Ucrânia. Ele classificou as acusações como mentirosas e hipócritas, lembrando que a ilha sofre há décadas com agressões e sanções dos EUA.

O bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos a Cuba já dura mais de 60 anos. Em junho, o presidente Trump endureceu as sanções e proibiu o turismo americano na ilha, medida que Havana considera uma das principais causas da escassez e das dificuldades enfrentadas pela população cubana.

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