A China defendeu a condenação à prisão de Jimmy Lai, magnata da mídia em Hong Kong, proprietário do jornal Apple Daily, fechado em 2021. A pena de 20 anos de prisão foi considerada legítima pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian.
Jimmy Lai foi sentenciado por um tribunal de Hong Kong por sedição e conluio com forças estrangeiras, enquadrados na lei de segurança nacional, por ter publicado artigos que supostamente desestabilizaram o governo e colocaram a segurança nacional em risco.
A China rejeita qualquer interferência estrangeira e considera que a justiça em Hong Kong atua dentro da lei. O porta-voz apelou à comunidade internacional para respeitar a soberania chinesa e não intervir nos assuntos judiciais ou internos de Hong Kong.
O Reino Unido prometeu intervir em favor de Jimmy Lai, que possui passaporte britânico, condenando o julgamento como político. Líderes britânicos, incluindo o primeiro-ministro Keir Starmer e a ministra das Relações Exteriores Yvette Cooper, manifestaram apoio e compromisso em ajudar o magnata.
Além disso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a União Europeia também exigiram a libertação de Jimmy Lai, criticando as ações políticas contra ele como prejudiciais à reputação de Hong Kong.
A gravidade da sentença reflete a resposta dura da justiça de Hong Kong sob a lei de segurança nacional, implementada em 2020 após os protestos pró-democracia de 2019. John Lee, chefe do Executivo de Hong Kong, qualificou a condenação como justa e satisfatória, destacando a gravidade dos crimes imputados a Jimmy Lai.
O filho do empresário, Sebastien, expressou preocupação com a saúde debilitada do pai, considerando a pena desumana e uma tragédia para a família. Jimmy Lai permanece preso desde 2020 em regime de isolamento, conforme solicitado.
Organizações de direitos humanos, como a Anistia Internacional e a Human Rights Watch, condenaram a sentença, classificando-a como um ataque à liberdade de expressão e à liberdade de imprensa, que está sendo progressivamente restringida em Hong Kong.
As autoridades locais afirmam que o caso não envolve liberdade de imprensa, mas sim a aplicação da lei. A situação marca um aumento do controle estatal sobre opositores e defensores da democracia na região.
