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segunda-feira, 26/01/2026

Chile escolhe presidente em disputa entre candidato de direita e comunista

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O Chile realiza neste domingo, dia 14 de dezembro, o segundo turno das eleições presidenciais em um cenário de forte polarização desde o fim da ditadura. José Antonio Kast, conhecido como o ‘Bolsonaro chileno’, é o favorito contra a candidata comunista Jeannette Jara, que busca reverter a vantagem obtida no primeiro turno.

As pesquisas indicam que Kast deve conquistar entre 55% e 60% dos votos, apoiando-se fortemente em propostas focadas na segurança pública. Já Jara enfrenta a consolidação de uma ampla aliança de direita em torno de seu adversário, apesar de ter liderado o primeiro turno por uma margem estreita.

Segundo turno fundamental para o futuro político do Chile

Uma eventual vitória de Kast representaria a maior guinada para a direita desde o período da ditadura, incluindo propostas como o envio de militares para bairros considerados problemáticos, a construção de barreiras na fronteira e a criação de uma força especial para deportação de migrantes irregulares.

Por sua vez, Jara defende a continuidade e aprofundamento das reformas sociais, o fortalecimento das políticas públicas e o combate ao crime organizado com foco em prevenção, inteligência policial e programas sociais.

A disputa é marcada por controvérsias e apelos

A campanha final foi marcada por debates sobre a relação de Kast com o regime autoritário de Augusto Pinochet, incluindo sua defesa da possibilidade de redução de penas para militares condenados por violações de direitos humanos, o que gerou forte reação de organizações de direitos humanos.

Kast, de 59 anos, admite ter apoiado a permanência de Pinochet no plebiscito de 1988 e é considerado o candidato mais à direita desde a redemocratização. Jara, de 51 anos, apelou ao eleitorado moderado, oferecendo estabilidade, reformas sociais responsáveis e segurança sem militarização, buscando também os eleitores indecisos, que correspondem a cerca de 20% do eleitorado.

A polarização também ficou evidente nas ruas, com Kast prometendo combater a imigração irregular e Jara acusando o adversário de explorar o medo, defendendo uma segurança com humanidade.

Um próximo governo com maior equilíbrio no Congresso

Independentemente do resultado, o novo presidente tomará posse em março de 2026 enfrentando um Congresso fragmentado, agora com maior inclinação à direita. Essa situação deve limitar reformas radicais e exigir negociações com o centro político, reduzindo a possibilidade de implementação de agendas extremas.

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