Com a pressão exercida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra os Brics, os líderes dos países integrantes do grupo de economias emergentes intensificaram suas negociações recentemente. O presidente republicano ameaçou impor sanções e anunciou tarifas de 50% sobre produtos do Brasil e da Índia.
No início de 2025, Trump já havia ameaçado os Brics, anunciando possíveis taxas de 100% sobre os países membros que não favorecessem os interesses comerciais dos EUA. Na última cúpula do bloco, ele reforçou a intenção de taxar não só os Brics, mas também outras nações próximas ao grupo.
Com seu peso econômico e a busca por uma nova ordem mundial, os Brics passaram a explorar alternativas ao dólar americano para as transações comerciais, incluindo a proposta de uma moeda comum para o comércio entre os países membros.
Atualmente, Brasil e Índia enfrentam as maiores tarifas, fixadas em 50% por Trump. Além disso, o presidente norte-americano tem ameaçado aplicar mais sanções contra a Rússia caso o presidente Vladimir Putin não avance nas negociações de paz com a Ucrânia.
Após a Índia ser taxada em 50% devido às negociações com a Rússia, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva conversou com o premiê indiano Narendra Modi. Segundo o Palácio do Planalto, a conversa tratou de formas para ampliar a integração entre Brasil e Índia. O governo indiano confirmou que Modi comprometeu-se a fortalecer a cooperação em áreas como comércio, tecnologia, energia, defesa, agricultura e saúde.
Frente à possibilidade de novas sanções contra a Rússia, o presidente russo Vladimir Putin conversou ainda com líderes da África do Sul e dos Emirados Árabes Unidos, membros plenos dos Brics. Recebeu em Moscou o xeque Mohammed bin Zayed al Nahyan, presidente dos Emirados, para discutir a expansão da cooperação bilateral nas áreas de economia, comércio, investimento, espaço e energia.
Putin também teve diálogo com o presidente sul-africano Cyril Ramaphosa para aprofundar uma parceria estratégica abrangente entre os dois países.