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quarta-feira, 18/03/2026




Chefe do tráfico é morto em ação policial no centro do Rio

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Em Brasília

Uma ação policial realizada nesta quarta-feira (18) no centro do Rio de Janeiro resultou na morte de oito pessoas, incluindo um dos chefes do tráfico mais antigos e procurados do Brasil, informou a polícia.

Mais de 150 policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ), com o apoio de veículos blindados, atuaram desde a madrugada em diversas favelas do bairro Santa Teresa, na região central da cidade.

Durante os confrontos, Cláudio Augusto dos Santos, de 55 anos, conhecido como “Jiló dos Prazeres”, foi morto no Morro dos Prazeres. Ele possuía pelo menos oito mandados de prisão por sequestro, tráfico de drogas e homicídio, conforme explicou o coronel Marcelo Menezes Nogueira em entrevista coletiva.

As autoridades identificaram Jiló dos Prazeres como uma figura importante do Comando Vermelho (CV), uma das maiores organizações criminosas do país.

Outros seis suspeitos foram mortos pela polícia na ação.

A oitava vítima fatal foi um morador da região que, junto com sua companheira, foi feito refém pelos criminosos, segundo o coronel Menezes Nogueira.

Durante uma negociação que durou cerca de 20 minutos, os traficantes abriram fogo, alvejaram o homem na cabeça, que faleceu, enquanto a mulher conseguiu sobreviver.

Como reação à operação, um ônibus foi incendiado em uma avenida do centro e barricadas foram montadas com veículos, conforme relato de jornalistas da AFP.

Menezes Nogueira atribuiu tais ações a membros do CV.

A operação causou grande confusão no centro do Rio, com quatro pessoas detidas por obstruir o trânsito, conforme informado pela polícia.

Esta ação ocorre cinco meses após a maior operação policial da história do Brasil, realizada em 28 de outubro, que resultou na morte de 117 suspeitos e quatro policiais nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte da cidade.

Organizações de direitos humanos protestaram contra aquela operação, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) qualificou-a como uma “matança”.

Na mesma data, a Polícia Federal, juntamente com outras forças, lançou uma operação coordenada em 15 estados contra organizações envolvidas no tráfico de drogas e armas.

Esta ação acontece também enquanto o governo Lula busca evitar que os Estados Unidos classifiquem o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como grupos terroristas, uma designação já aplicada pelo governo Trump a diversos cartéis latino-americanos.

Um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA informou à AFP que ambas as organizações representam “ameaças significativas à segurança regional”, mas houve avanços nessa decisão.




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