A chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, fez declarações contundentes sobre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em entrevista à revista Vanity Fair, publicada em 16 de dezembro. Em mais de dez conversas com a reportagem, Wiles afirmou que, apesar de Trump ser conhecido por não consumir álcool, ele apresenta uma personalidade semelhante à de um alcoólatra.
“Alcoólatras de alto desempenho, ou alcoólatras em geral, tornam suas personalidades mais intensas quando bebem”, disse Wiles. “Portanto, eu entendo bem sobre personalidades fortes”, completou.
Wiles cresceu com um pai alcoólatra, o comentarista esportivo Pat Summerall, o que a auxiliou a reconhecer esse tipo de comportamento.
Segundo Wiles, Trump governa acreditando que “não há nada que ele não possa conquistar. Nada, nada, nada”. Essa visão explica seu estilo centralizador e a disposição em lidar com assuntos delicados, mesmo com resistência interna.
Wiles também admitiu que Trump não possuía evidências para sua acusação de que o ex-presidente Bill Clinton teria visitado a ilha do criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein. “Não existem provas”, afirmou. Conforme Wiles, quando questionado sobre os documentos do caso, Trump estava equivocado.
A chefe de gabinete comentou ainda sobre aliados próximos. Referindo-se ao vice-presidente JD Vance, disse que ele é um teórico da conspiração há anos e que sua aproximação com Trump foi, em parte, motivada por razões políticas.
Sobre o bilionário Elon Musk, ex-aliado do presidente, afirmou que ele faz uso conhecido de ketamina e o considerou um indivíduo excêntrico, como muitos gênios costumam ser.
Wiles também criticou duramente a procuradora-geral Pam Bondi, mencionando que ela não teve sucesso ao lidar com os documentos do caso Epstein. De acordo com Wiles, Bondi criou expectativa ao distribuir dossiers para influenciadores conservadores, que acabaram vazios. “Não há qualquer lista de clientes, e isso certamente não estava na mesa dela”, explicou.
