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domingo, 31/08/2025

Cessar-fogo é frágil e conflito na Síria persiste

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A guerra civil na Síria continua causando sérias consequências, com mais de 500 mortes e milhares de deslocados da província de Sweida na última semana, mesmo após um recente acordo de cessar-fogo. Os confrontos envolvem drusos, tribos beduínas e as forças do governo sírio atual, e tiveram início no domingo, 13 de julho.

Contexto do conflito na Síria

Uma nova onda de violência atinge a Síria, marcada por confrontos étnicos que já resultaram em quase 600 mortes desde 11 de julho. Os conflitos surgem entre a minoria drusa, presente em partes do território sírio, e tribos beduínas.

A tensão aumentou quando beduínos árabes sunitas, que seguem a mesma orientação religiosa do governo sírio, atacaram e roubaram o carro de um membro da comunidade drusa. Isso gerou retaliações de milícias drusas, desencadeando sequestros e combates intensos em Sweida.

Ação do governo e impactos regionais

Para tentar conter a violência, o governo liderado por Ahmed al-Sharaa enviou tropas para Sweida. No entanto, estas tropas se aliaram aos beduínos nos combates contra os drusos, grupo com laços históricos com Israel. Em resposta à perseguição dos drusos, Israel lançou ataques contra alvos na Síria, incluindo a sede do exército e áreas próximas ao Palácio Presidencial em Damasco.

Apesar de dois acordos de cessar-fogo terem sido anunciados, e a retirada das tropas governamentais de Sweida, os confrontos étnicos continuam ativos na região.

Desdobramentos recentes

Na quarta-feira, 16 de julho, o Ministério do Interior sírio e líderes drusos anunciaram uma trégua após dias de conflito intenso. Tropas governamentais foram retiradas da região após acusações de apoio aos beduínos. Ainda assim, combates persistem em Sweida, com invasões de tribos beduínas à província majoritariamente drusa.

Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, houve ataques armados nas localidades drusas, causando grandes deslocamentos. O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários reporta cerca de 2 mil famílias deslocadas devido à escalada do conflito.

Posicionamento do governo sírio

Após os ataques israelenses que atingiram Damasco, o presidente interino, Ahmed al-Sharaa, afirmou não temer um possível conflito maior com Israel. Em discurso televisivo, ele acusou Israel de desestabilizar a Síria com ações militares desde a saída de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024.

Mesmo com a situação tensa, al-Sharaa destacou que priorizou a estabilidade e a segurança dos sírios, buscando um acordo para cessar as hostilidades e evitar maiores destruições.

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