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sábado, 21/03/2026




ceo do c6 discorda da suspensão dos empréstimos pelo inss

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Artur Ildefonso Brotto Azevedo, CEO do C6 Bank, declarou durante a reunião da CPMI do INSS nesta quinta-feira, 19, que discorda plenamente da decisão do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) tomada há dois dias, que suspendeu a concessão de novos empréstimos consignados pela instituição, alegando irregularidades. O INSS também solicitou a devolução de R$ 300 milhões pelos segurados. Para Artur Azevedo, a devolução integral desse valor não parece correta.

Ele afirmou ter total certeza de que o C6 não cometeu nenhuma irregularidade.

Artur Azevedo comentou: “Discordamos totalmente da decisão do INSS, pois temos absoluta convicção de que não houve qualquer irregularidade. Eles decidiram unilateralmente que devemos devolver todo o dinheiro a todos os beneficiários que contratamos de forma legítima e transparente, como expliquei. Não parece correto devolver integralmente valores contratados de forma legal e com consentimento claro dos clientes.”

O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), perguntou se o C6 pretende devolver o montante, e Artur Azevedo reafirmou que a devolução total não parece justa.

A decisão do INSS ocorreu após a Controladoria-Geral da União (CGU) identificar cerca de 320 mil contratos de empréstimos consignados com seguros e pacotes de serviços incluídos de forma irregular, configurando uma venda casada.

Auditores da CGU consideraram a irregularidade grave, pois diminui o valor líquido repassado aos aposentados.

Artur Azevedo negou tal prática: “Não fazemos tipo algum de venda casada. Para garantir segurança na contratação, usamos tecnologia que assegura que o crédito é liberado apenas para o beneficiário, por meio de biometria facial, prova de vida, verificação no banco de dados do Serpro e depósito somente na conta onde a pessoa recebe o benefício previdenciário.”

O direito à concessão dos consignados era baseado em um acordo de cooperação técnica (ACT) entre o C6 e o INSS, suspenso como punição. O banco recorreu judicialmente contra essa decisão.

Auditores da CGU entenderam que o banco adicionou indevidamente um seguro no valor de R$ 500 junto aos contratos de consignados, contratado com uma seguradora parceira. O C6 tem como acionista o JP Morgan.

Dados do Estadão revelam que, entre 2020 e 2025, o C6 faturou R$ 20 bilhões com empréstimos consignados.

Fonte: Estadão Conteúdo.




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