Azul está considerando abrir novas rotas após sair do Chapter 11, que é uma recuperação judicial nos EUA, informou o CEO John Rodgerson. Ele ressaltou a importância de agir de forma responsável.
Rodgerson comentou que, diferentemente do que muitos esperavam, a Azul não reduziu suas operações durante a recuperação judicial. Agora, com finanças mais saudáveis, a empresa tem mais liberdade para crescer.
Durante o processo de recuperação, ajustes na frota facilitaram negociações com credores. Olhando para o futuro, a empresa pretende usar seus recursos com cuidado.
O CEO explicou que, em anos anteriores, a Azul chegou a receber mais de 20 aeronaves por ano, o que pode resultar em erros de mercado. Agora, com previsão de receber entre 5 a 10 aviões, a companhia poderá escolher melhor onde investir para focar em rotas mais lucrativas.
Expansão internacional
Rodgerson foi questionado sobre a expansão internacional após a American Airlines e United se tornarem acionistas importantes da Azul. Ele destacou que as rotas da Azul são diferentes das dessas empresas e que elas valorizam a conectividade doméstica da aérea.
Enquanto a concorrente Gol tem focado em mercados externos após sair do Chapter 11, a Azul também planeja crescer internacionalmente, embora com mais cautela em 2026, período de transição para a empresa.
A reestruturação da Azul incluiu devolução de aeronaves, renegociação de contratos e realocação da frota. Além dos novos aviões, a empresa pretende reativar cerca de 13 aeronaves que estão paradas por motivos técnicos.
Estadão Conteúdo.

