Nossa rede

Economia

Cenário favorável aos emergentes não durará para sempre, alerta Ilan Goldfajn

Publicado

dia

 

Presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, enfatiza que reformas e ajustes são essenciais para crescimento sustentável e inflação baixa

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, alertou em palestra realizada na manhã desta sexta-feira, 24, na capital paulista que o cenário positivo para as economias emergentes “não durará para sempre”. Na palestra fechada à imprensa organizada pelo Instituto Millenium, o presidente do BC avalia a recente recessão enfrentada pelo BC e voltou a defender as reformas para a continuidade da retomada da atividade no Brasil.

“O cenário favorável aos emergentes não durará para sempre: o momento é de perseverar nas reformas e ajustes”, defendeu Ilan Goldfajn, conforme apresentação publicada pela assessoria de imprensa do banco na internet.

Para o presidente do BC, reformas e ajustes são “essenciais para crescimento sustentável e inflação baixa”.

Ilan Goldfajn também comentou algumas das razões para a forte recessão enfrentada pelo Brasil. Para Ilan, o baque sentido na atividade pode ser atribuído ao processo de desalavancagem, fatores não econômicos e também à reversão das “políticas excessivamente estimulativas”.

Nesse processo de recessão, a inflação permaneceu alta inicialmente e “recuou rapidamente quando as expectativas melhoraram”.

Clique para comentar

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

Economia

Petrobras reajusta em 7,6% o preço da gasolina a partir desta terça

Publicado

dia

Por

A justificativa para o aumento é a variação do preço do produto no mercado internacional e da taxa de câmbio, informou a companhia

Litro da gasolina terá primeiro reajuste do ano a partir desta terça (Busakorn Pongparnit/Getty Images)

 

O reajuste é o primeiro desde 29 de dezembro, quando a Petrobras anunciou uma alta de 5%. A justificativa para o aumento é a variação do preço do produto no mercado internacional e da taxa de câmbio. Em nota, a empresa informou que, em 2020, o preço médio da gasolina vendida pela Petrobras atingiu mínimo de R$ 0,91 por litro.

A Petrobras também destacou que o Brasil é o 52º país com a gasolina mais barata ao consumidor, dentre 165 países pesquisados, segundo dados do Global Petrol Prices, de 11 de janeiro. O preço praticado no Brasil está 21,6% abaixo da média de US$ 1,05 por litro, ressaltou a Petrobras.

O aumento nas refinarias é diferente do que será repassado ao consumidor. Até a gasolina chegar à bomba, são acrescentados valores relativos a tributos federais e estaduais e custos para aquisição e mistura obrigatória de biocombustível pelas distribuidoras, “além das margens brutas das companhias distribuidoras e dos próprios postos revendedores de combustíveis”, destaca a nota.

A alta dos valores já é sentida no bolso. O valor médio da gasolina para o consumidor, na primeira semana de 2021, era de R$ 4,62, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Na última semana de 2020, o combustível era vendido nos postos a R$ 4,58, em média.

Ver mais

Economia

Relatório que previu a pandemia mostra riscos à economia global em 10 anos

Publicado

dia

Por

Todos os anos o Fórum Econômico Mundial prepara o Global Risks Report, com as principais previsões de riscos que podem afetar a economia mundial

O risco de uma pandemia ainda aparece como provável nos próximos anos. (Hollie Adams/Getty Images)

Anualmente, o Fórum Econômico Mundial prepara o Global Risks Report, com as principais previsões de riscos que podem afetar a economia mundial em três categorias: curto prazo (até dois anos), médio prazo (até 5 anos), e longo prazo (em até 10 anos). Desde 2006, aparece no relatório o risco de uma grande epidemia, que impactaria economicamente todos os países. A triste previsão se concretizou em 2020, com a covid-19.

Segundo o Global Risks Report 2021, divulgado nesta terça-feira, 19,  os riscos mais imediatos ainda se referem a pandemias, como também a mudanças climáticas. Entre aqueles de médio prazo, aparecem o estouro de uma bolha de ativos, e falhas nos sistemas globais de TI.

Nos riscos de longo prazo o cenário é mais preocupante. O principal perigo é a construção de armas de destruição em massa. Também entraram no relatório o colapso dos estados como conhecemos hoje, e a perda da biodiversidade no planeta.

 

(Fórum Econômico Mundial/Divulgação)

“Em 2020, o risco de uma pandemia global se tornou realidade, algo que este relatório vem destacando desde 2006. Sabemos como é difícil para governos, empresas e outras partes interessadas abordar tais riscos de longo prazo, mas a lição aqui é para todos de nós reconhecer que ignorá-los não os torna menos prováveis ​​de acontecer”, diz Saadia Zahidi, Diretora Administrativa do Fórum Econômico Mundial.

Ela ainda destaca que é importante que os países estejam preparados para enfrentar os grandes desafios dos próximos anos, sob o risco de não conseguir responder de maneira adequada e colapsar toda a economia global.

O relatório ainda divide os riscos dentro de um panorama com maior probabilidade. As mudanças climáticas são as que mais vão impactar a economia mundial nos próximos anos. Neste ranking, com dez posições, ainda aparecem a concentração do poder digital, e a falha em questões de cibersegurança.

(Fórum Econômico Mundial/Divulgação)

“O maior risco de longo prazo continua sendo uma falha em agir sobre as mudanças climáticas. Não há vacina contra os riscos climáticos, então os planos de recuperação pós-pandemia devem se concentrar no crescimento alinhado com as agendas de sustentabilidade para reconstruir melhor”, diz Peter Giger, diretor de risco do Zurich Insurance Group, que contribui para a produção do relatório.

Carolina Klint, líder de gestão de risco da Continental Europe, da Marsh, que também participou da elaboração do relatório, lembra que a covid-19 trouxe impactos econômicos que mudaram a maneira como as organizações interagem com seus clientes e colaboradores. “Todas as empresas precisarão fortalecer e revisar constantemente suas estratégias de mitigação de risco se quiserem melhorar sua resiliência a choques futuros”, alerta.

Na próxima semana é realizado o Fórum Econômico de Davos, que pela primeira vez será em formato virtual, em decorrência da pandemia de covid-19. Segundo Saadia Zahidi, o encontro é uma oportunidade para mobilizar líderes mundiais e definirem ações conjuntas com o objetivo de enfrentar melhor as crises, sem aumentar a desigualdade social.

Ver mais

Economia

Petrobras sobe com petróleo e elevação de preço-alvo pelo Credit; siderúrgicas caem até 4%

Publicado

dia

Por

Confira os principais destaques de ações desta terça-feira

Ver mais

Economia

Banco Central anuncia mudanças no Boletim Focus; confira

Publicado

dia

Por

Algumas estimativas tiveram o horizonte de tempo ampliado. Outros indicadores deixarão de ser pesquisados

Mudanças valem a partir da edição de 25 de janeiro do boletim (Gregg Newton/Bloomberg)

Pesquisa semanal com cerca de 140 instituições financeiras, o Boletim Focus, produzido pelo Banco Central (BC), passará por mudanças a partir da edição de 25 de janeiro. Algumas estimativas tiveram o horizonte de tempo ampliado. Outros indicadores deixarão de ser pesquisados.

Em contrapartida, o boletim Focus deixará de coletar as projeções para os seguintes índices de inflação: IGP-DI, IPA-DI, IPA-M, INPC, IPCA-15 e IPC-Fipe. Também deixarão de ser pesquisadas as taxas médias anuais do câmbio e da Selic. Segundo o BC, esses indicadores deixaram de ser importantes para a formação de expectativas econômicas, com poucas instituições financeiras traçando estimativas para eles.

Câmbio

O novo boletim Focus também mudará a forma de divulgar a taxa de câmbio de fim de período. Em vez da taxa vigente no último dia do período analisado, a publicação passará a trazer a taxa Ptax média desse intervalo. A Ptax reflete a média do câmbio em determinado dia, em vez dos valores de abertura e de fechamento.

A taxa anual de câmbio considerará a taxa média de dezembro, no lugar da taxa do último dia útil do ano. De acordo com o BC, a volatilidade do câmbio torna difícil a previsão para determinado dia, o que torna a média das projeções para um período mais relevante.

A apresentação das estimativas para os indicadores fiscais também mudará. As séries históricas das estatísticas para os resultados primário e nominal, a Dívida Líquida do Setor Público e a Dívida Bruta do Governo Geral passarão a ser divulgadas com horizontes de dez anos à frente.

Ver mais

Economia

Mercado eleva projeção de crescimento do PIB e da inflação em 2021

Publicado

dia

Por

Segundo o levantamento semanal, a projeção de crescimento do PIB em 2021 aumentou para 3,45%, enquanto a inflação passou a 3,43%

Boletim Focus: Mercado estima queda de mais de 5% do PIB brasileiro em 2020 (Cesar Okada/Getty Images)

O mercado elevou as projeções tanto para o crescimento econômico quanto para a inflação neste ano, de acordo com a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central nesta segunda-feira.

Segundo o levantamento semanal, a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto em 2021 aumentou a 3,45%, de 3,41%, permanecendo em 2,50% para 2022.

A mudança ocorre na esteira da melhora do cenário para a produção industrial, cujo aumento neste ano passou a ser calculado em 5,0%, de 4,78% antes.

Já a perspectiva para a inflação em 2021 passou a 3,43%, de 3,34% no levantamento anterior, com a alta do IPCA em 2022 ainda calculada em 3,50%.

O centro da meta oficial para 2021 é de 3,75% e para 2022 é de 3,50%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Neste caso o aumento acompanha a expectativa de alta mais acentuada dos preços administrados este ano, de 4,20% contra a elevação de 4,02% esperada na semana passada.

A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que a taxa básica de juros, atualmente na mínima histórica de 2,0%, deve terminar este ano a 3,25% e o próximo a 4,75%, sem alterações.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC anuncia na quarta-feira a primeira decisão do ano sobre a Selic.

O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, elevou a perspectiva para os juros básicos este ano a 3,50% de 2,88% antes, enquanto para 2022 a perspectiva subiu a 5,0%, de 4,0%.

Na semana passada, o BC anunciou uma ampliação do horizonte das projeções macroeconômicas coletadas junto ao mercado para o seu relatório Focus, e uma mudança específica nas sistemática das expectativas colhidas para o câmbio. As novas sistemáticas entrarão em vigor para as projeções coletadas a partir da terça-feira.

Ver mais

Economia

IGP-10 tem alta de 1,33% em janeiro com pressão menor no atacado e no varejo

Publicado

dia

Por

Em janeiro, a alta do IPA, que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, desacelerou a 1,60%, de 2,27% no mês anterior

Varejo; comércio (Andre Coelho / Correspondente/Getty Images)

O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) apresentou em janeiro alta de 1,33% contra avanço de 1,97% em dezembro, uma vez que o aumento dos preços tanto no atacado quanto no varejo perderam força, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta sexta-feira.

O resultado, entretanto, ficou acima da expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 0,90%.

Em janeiro, a alta do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, desacelerou a 1,60%, de 2,27% no mês anterior.

No varejo a pressão também ficou menor, uma vez o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10) subiu em janeiro 0,59%, de 1,27% em dezembro.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,76% no período, de alta de 1,12% em dezembro.

“Nesta apuração, os três índices componentes do IGP apresentaram recuo em suas taxas. O IPA foi influenciado por alimentos processados (3,47% para 0,66%), o IPC por passagens aéreas (36,45% para -27,93%) e o INCC por materiais e equipamentos (2,49% para 1,49%)”, explicou André Braz, coordenador dos índices de preços.

O IGP-10 calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.

 

Ver mais

Hoje é

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Publicidade

Disponível nosso App

Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade

Viu isso?