Celso Sabino, deputado federal e ex-ministro do Turismo no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, filiou-se ao Partido Democrático Trabalhista (PDT) em um evento realizado em Belém, no Pará. Ele anunciou sua pré-candidatura ao Senado pelo partido durante a cerimônia.
Sabino declarou em suas redes sociais que, após muito refletir e dialogar, escolheu o PDT por permitir liberdade para trabalhar e por alinhar-se ao compromisso de defender o Pará. A cerimônia contou com a presença de apoiadores, lideranças políticas e aliados.
Ele ressaltou que optou por um caminho que fortalece sua missão de trabalhar pelas pessoas, promovendo desenvolvimento, oportunidades e qualidade de vida para o estado.
Nas redes sociais, o PDT deu boas-vindas ao deputado, afirmando que a chegada de Sabino fortalece a defesa do trabalhismo, do desenvolvimento e de um Brasil mais justo. Destacaram o compromisso e a coragem necessários para construir um Pará mais forte.
Ranking nas Pesquisas
Celso Sabino aparece em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto para o Senado pelo Pará. Segundo o levantamento mais recente do Paraná Pesquisas, divulgado em 23 de março, Sabino possui 28% das intenções de voto. O governador do estado, Helder Barbalho (MDB), lidera a corrida com 49,4%, seguido pelo senador Zequinha Marinho (Podemos), que tem 29,6%.
Expulsão do União Brasil
O deputado estava sem partido desde o início de dezembro, após ser expulso do União Brasil por não cumprir a ordem da sigla de deixar a base do governo federal.
A medida ocorreu meses depois que Celso Sabino desafiou o presidente do União, Antonio Rueda, ao decidir permanecer no governo, mesmo após a sigla romper com o Palácio do Planalto em setembro.
Depois do anúncio de sua expulsão, Sabino chegou a informar que deixaria o Ministério do Turismo, mas permaneceu a pedido do presidente Lula para concluir a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) em Belém. Posteriormente, ele decidiu continuar no cargo, o que gerou ações disciplinares dentro do União Brasil por infidelidade partidária.
Em acordo com as lideranças do partido, o presidente Lula decidiu demitir Sabino e nomear em seu lugar Gustavo Feliciano, filho do deputado Damião Feliciano (União-PB). A indicação teve o aval de Antonio Rueda e do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), que é próximo de Feliciano.

